18 de agosto de 2026

A violência política contra mulheres é um problema social. Qualquer ação, conduta ou omissão que tenha como objetivo ou resultado limitar, impedir ou deslegitimar a participação feminina na vida política configura um tipo de violência política. Ela pode acontecer durante campanhas eleitorais, no exercício do mandato, em espaços de debate público ou na internet.
Exemplos de violência política contra mulheres
Ataques verbais, humilhação por conta da aparência, do peso ou de características físicas, xingamentos, desmoralização, promoção de desinformação, ameaças, assédio, divulgação de imagens íntimas, falta de reconhecimento sobre projetos e conquistas. Tudo isso é violência política contra mulheres.
As redes e a violência política contra mulheres
Nos ambientes digitais, a violência política contra mulheres ganha escala, velocidade e permanência. As redes sociais ampliam o alcance de ataques coordenados, campanhas de desinformação e discursos de ódio, muitas vezes direcionados especificamente a mulheres por sua identidade de gênero: ataques à aparência e à vida pessoal; disseminação de conteúdos falsos ou manipulados; assédio massivo e coordenado; ameaças e intimidação; e exposição de dados pessoais (doxxing).

Campanha de conscientização
A democracia precisa de todas as vozes – e elas precisam estar seguras para se expressar.
Conheça a campanha Políticas Seguras nas Redes e ajude a combater a violência política contra mulheres nos ambientes digitais. Compartilhe os conteúdos, mobilize sua rede e faça parte de uma iniciativa que promove respeito, informação e participação. Seu engajamento é essencial para transformar o debate público e garantir a igualdade entre os gêneros na participação política!
A campanha reúne ações de divulgação e conscientização sobre o tema, incluindo materiais informativos, cards e reels para redes sociais, um e-book completo e um workshop para comunicadores, jornalistas e influenciadores que produzem conteúdo ou realizam coberturas noticiosas sobre política.
A iniciativa é idealizada e realizada pela Câmara dos Deputados, por meio do Observatório Nacional da Mulher na Política (ONMP), pela Delegação da União Europeia no Brasil, no contexto dos Diálogos União Europeia-Brasil, com o apoio da ONU Mulheres.
Fonte:
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