13 de maio de 2026
Comunicação MPA

Começou com a canção “Cambia todo cambia” e com o grito que ecoou por toda a plenária: “Alerta, alerta, que caminha a luta camponesa pela América Latina”. O tom estava dado. Na noite de terça-feira, 12 de maio, movimentos camponeses, organizações indígenas, representantes diplomáticos e lideranças populares de quatro continentes estiveram reunidos em um encontro histórico, articulado pelo Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) e pela Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC) durante o 4º Encontro Nacional do MPA.
Na fala de todos e todas representantes de movimentos camponês, houve a afirmação de que a fome é inimiga da humanidade, que o alimento não será mercadoria e que a solidariedade será maior que o medo, sem que nenhuma fronteira impeça a ternura organizada dos que lutam.

A abertura dos trabalhos trouxe dados contundentes: 12 de maio de 2026, 130 conflitos armados ativos no mundo. “Nunca houve paz”, alertou uma das militantes. Foram lembrados os mortos em Gaza – não generais, não diplomatas, mas crianças, camponeses, histórias interrompidas por mísseis fabricados por quem muitas vezes nem saberia localizar o território num mapa.
A fome foi denunciada como arma covarde, usada em Gaza, no Sudão, e imposta por cercos econômicos que matam de forma lenta e metódica: mais de 60 anos de bloqueio econômico e financeiro contra Cuba, sanções contra a Venezuela que impedem a importação de alimentos e medicamentos, e o cerco ao Irã. “O império americano é o arquiteto desse sistema de morte”, denunciou uma das vozes da plenária.

O embaixador de Cuba no Brasil, senhor Victor Cairo, alertou: desde janeiro de 2026, o presidente dos EUA ameaça com agressão militar direta contra a ilha, enquanto a máfia de Miami articula novas ofensivas. “Ironicamente, tudo vale contra Cuba”, afirmou.
Zainal Arifin Fuat, da Serikat Petani Indonesia (SPI), viajou 24 horas para estar presente. “Temos os mesmos problemas, causados pelas mesmas pessoas: neocolonialismo e imperialismo. Lutamos contra o regime capitalista nos nossos territórios”, declarou, estendendo solidariedade a Cuba, Venezuela e Mianmar.
Moçambique, representado por Jorge Manuel Cardoso, da Associação NANA, destacou como o trabalho do MPA reverbera em todo o campesinato mundial. “Troca de saberes, conhecimentos científicos e mercadológicos. Estamos muito felizes em estar aqui, além das fronteiras”, disse, ao erguer a bandeira de Moçambique.
Mayelis Del Carmen Alejo, da Comuna Sueños de un Gigante (Venezuela), trouxe a força das comuneras: “Estamos em pé de luta pela nossa soberania e revolução, e pela liberdade do presidente Nicolás Maduro.” Ela lembrou os 32 cubanos que tombaram na segurança do mandatário venezuelano.
Maria Josefa Macz, do Comitê de Unidade Camponesa (CUC) da Guatemala, denunciou a criminalização dos povos que defendem seus territórios. “Só com o povo vamos salvar o povo”, sentenciou. E fez um chamado à articulação da juventude: “Juventude não é o futuro, é o presente que se constrói agora.”
Luz Francisca Rodríguez Huerta, da ANAMURI (Chile), e Celina Maciel Salomone, da Red Nacional de Semillas Nativas y Criollas (Uruguai), reforçaram o papel das mulheres na guarda das sementes crioulas – “que pertencem aos povos, assim como a água, a terra e as florestas”.
O embaixador da República Islâmica do Irã, Tanaz Salashesh, denunciou o poder das corporações que matam e adoecem pessoas por meio da produção industrial de alimentos. Em sua fala, lembrou que o povo iraniano aprendeu a fazer a luta pelo campo e pelo trabalho, honrando a memória dos mártires camponeses que tombaram ao longo da história. “Mas a luta continua”, afirmou. E, como prova dessa resistência, estendeu um convite a todos os presentes: o de realizar um evento como este dentro do Irã, fortalecendo a articulação internacionalista entre os povos.
E finaliza: “Porque nenhum povo luta sozinho. Porque a terra pertence a quem nela cultiva a vida. Porque o internacionalismo é a colheita mais bonita da humanidade.”

Elsa Nury Martinez Silva, da FENSUAGRO da Colômbia alertou: “O Brasil tem uma tarefa histórica de manter os processos democráticos”. O embaixador da República Islâmica do Irã, Tanaz Salashesh, denunciou o poder das corporações que matam e adoecem pessoas por meio da produção industrial de alimentos. Em sua fala, honrou a memória dos mártires camponeses que tombaram ao longo da história e nos conflitos recentes. “Mas a luta continua”, afirmou. E, como prova dessa resistência, estendeu um convite a todos os presentes: o de realizar um evento como este dentro do Irã, fortalecendo a articulação internacionalista entre os povos.
Aleida Guevara March, filha de Ernesto Che Guevara e dirigente do Centro de Estudos Che Guevara (Cuba), emocionou a plenária ao recordar suas origens. “Sou filha de uma camponesa, que se converteu em guerrilheira e, com o processo revolucionário, se transformou em professora. Tenho o privilégio de ser filha de uma mulher e um homem extraordinários. Foi um acidente genético”, disse, com humildade. Em seguida, dirigiu-se ao movimento camponês brasileiro: “Essa solidariedade, esse evento, tem no Brasil muito que fazer, muito que resolver. Vocês são capazes de fazer solidariedade, e é isso que nos torna realmente humanos”.

Palestina livre! Viva Cuba soberana! Viva a Venezuela bolivariana! Viva a agroecologia! Viva a soberania alimentar! Viva a solidariedade entre os povos!
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