11 de fevereiro de 2026

Fonte FAO Colômbia
• Em 2026, a Colômbia sediará a Segunda Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20), um fórum global que reunirá governos e principais atores em Cartagena das Índias para discutir o papel da reforma agrária, do desenvolvimento rural, da segurança alimentar e nutricional e da paz.
• A ICARDR+20 representa uma oportunidade internacional para promover processos abrangentes que abordem o acesso à terra e a segurança da posse, o uso sustentável da terra, o planejamento territorial e o fortalecimento dos sistemas agroalimentares. Essa abordagem promove a equidade social, a sustentabilidade ambiental e o reconhecimento das comunidades rurais como atores fundamentais na produção de alimentos e na gestão territorial.
• Desigualdade estrutural na propriedade da terra: um desafio global.
Vinte anos após a primeira conferência, a Segunda Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20), que será realizada de 24 a 28 de fevereiro em Cartagena, busca promover ações concretas para enfrentar os desafios estruturais que limitam o desenvolvimento rural, o acesso equitativo à terra, a transformação dos sistemas agroalimentares e a adaptação às mudanças climáticas. Este evento foi concebido como uma plataforma para a troca de experiências, o fortalecimento da cooperação internacional e a promoção de soluções baseadas em direitos, equidade e sustentabilidade ambiental.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apoia o governo colombiano em sua capacidade técnica, contribuindo com evidências, conhecimento e melhores práticas internacionais para fortalecer a governança responsável da terra, promover a ordenação social da propriedade rural e apoiar políticas públicas que reduzam as desigualdades territoriais e garantam o direito humano à alimentação.
“Hoje temos dados oficiais que mostram progressos significativos, mas o principal desafio continua sendo diminuir a distância entre esses números e as realidades vivenciadas pelas comunidades rurais. Portanto, o ICARRD+20 é uma oportunidade fundamental para os países fortalecerem a implementação das Diretrizes Voluntárias sobre a Governança
Responsável da Posse da Terra e avançarem em processos abrangentes de reforma agrária e desenvolvimento rural, com uma abordagem baseada em direitos. A ampla participação de delegações oficiais já confirmadas demonstra uma genuína vontade política de colocar a terra e o desenvolvimento rural no centro da agenda global”, afirmou Agustín Zimmermann, Representante da FAO na Colômbia.
A preparação para a conferência incluiu espaços de diálogo e colaboração com instituições, organizações camponesas, grupos étnicos e outros atores do setor rural, fomentando o desenvolvimento de uma visão compartilhada para a reforma agrária com foco na sustentabilidade territorial, de gênero e ambiental.
Com a ICARRD+20, a Colômbia se posiciona como um ator fundamental no debate global sobre desenvolvimento rural, reafirmando que o progresso rumo a sistemas agroalimentares sustentáveis e equitativos exige a transformação das condições estruturais das áreas rurais e o reconhecimento do papel central daqueles que vivem e trabalham nesses territórios.
Alguns dados sobre a reforma agrária na Colômbia:
Na Colômbia, o acesso e a formalização da propriedade da terra têm sido historicamente desiguais. Segundo dados oficiais do Instituto Geográfico Agustín Codazzi (IGAC) e do Departamento Administrativo Nacional de Estatísticas (DANE), as grandes propriedades rurais com mais de 200 hectares, que representam 43,9% do território nacional, pertencem a apenas 1,6% dos proprietários de terras.
Segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, 70% dos alimentos na Colômbia são produzidos por meio da agricultura familiar, étnica e comunitária em pequena escala. Entre 2022 e 2025, mais de 2,5 milhões de hectares foram destinados à Reforma Agrária, dos quais mais de 703 mil foram incorporados ao Fundo Nacional de Terras por meio de compra direta e outros métodos de aquisição.
Desafios como a posse informal da terra, as lacunas no acesso a serviços produtivos e as limitações no acesso a crédito e mercados rurais afetam a produtividade e a sustentabilidade dos meios de subsistência rurais.
O evento será estruturado em torno de seis áreas temáticas:
1. Reforma Agrária e Sistemas Alimentares Sustentáveis: Será explorado o papel central da reforma agrária na construção de sistemas alimentares justos, resilientes e ambientalmente sustentáveis. Será examinado como uma distribuição equitativa da terra promove práticas que reduzem a degradação ambiental para a produção de alimentos a longo prazo.
2. Combate à Fome e Governança Alimentar Global: A interseção crítica entre posse da terra, fome e pobreza. Como a segurança e a soberania alimentar, juntamente com o direito humano à alimentação, devem ser pilares das estruturas de governança global, vinculando diretamente a reforma agrária à erradicação da fome?
3. Gestores de Terras e Ação Coletiva: Este tópico concentra-se no papel das comunidades rurais, indígenas e camponesas como detentoras de direitos e guardiãs dos ecossistemas. Como sua ação coletiva para a restauração do solo e da biodiversidade pode ser fortalecida, reconhecendo seu conhecimento tradicional e manejo da terra?
4. Justiça de Gênero no Acesso à Terra: Garantir os direitos das mulheres à terra e à propriedade como elemento central da reforma agrária. Isso inclui o empoderamento econômico, o acesso a recursos produtivos e a justiça de gênero, assegurando que as mulheres sejam tanto beneficiárias quanto líderes efetivas do desenvolvimento rural.
5. Governança Integrada da Terra e Políticas Convergentes: Expandir a agenda de governança da terra para além da distribuição, integrando políticas-chave como ação climática, restauração de ecossistemas, regulamentação do comércio e investimento, tributação, finanças, digitalização, seguridade social e direitos trabalhistas.
6. Mecanismos Internacionais para a Posse Equitativa da Terra: Este tema avalia o papel de instituições globais (como a FAO e o Comitê de Segurança Alimentar Mundial – CSA) e outros mecanismos de governança na promoção da posse equitativa da terra e do desenvolvimento rural sustentável.
Links relacionados:
Contatos de imprensa do ICARRD +20
Marcela Campos
jeniffer.camposhurtado@fao.org
Escritório de Comunicação
Representação da FAO na Colômbia
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