2 de março de 2026

A Segunda Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARD+20) foi concluída em consenso entre 28 países
A conferência lançou as bases para o futuro, assegurando que a reforma agrária se torne a essência de uma humanidade justa, resiliente e viável. Países da Ásia, África e América Latina apresentaram candidaturas para sediar o próximo encontro, em um prazo máximo de três anos.
Durante a cerimônia de encerramento, um Pacto Nacional para a Implementação de uma Reforma Agrária e Rural Estrutural, Abrangente e Popular foi assinado por mulheres e homens do movimento, reconhecendo plenamente o mandato das comunidades camponesas, dos povos indígenas e dos povos negros, afro-colombianos, raizais e palenqueros na transformação estrutural do país.
Cartagena das Índias, D.T. e C., 28 de fevereiro de 2026. A Segunda Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Social (ICARD+20) foi concluída em Cartagena com um documento de 32 parágrafos que representa o consenso de 28 Estados. Este documento delineia um roteiro para a futura política estatal, caracterizado por visão estratégica, planejamento e foco internacional, visando fazer da reforma agrária a pedra angular de um futuro justo, resiliente e viável.
“Recebemos 56 Estados que, desde o início, se comprometeram a buscar consenso. Embora pudéssemos ter produzido uma declaração que refletisse diversas perspectivas, hoje temos a melhor declaração possível para os Estados que se uniram para construir acordos. E esperamos que a terceira, quarta, quinta e sexta conferências internacionais sobre reforma agrária desenvolvam ainda mais as declarações necessárias para a transformação”, afirmou a Ministra da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Martha Carvajalino.
Por sua vez, a Ministra das Relações Exteriores, Rosa Yolanda Villavicencio, celebrou a amplitude e a diversidade dos participantes da ICARRD+20, bem como a profundidade dos debates, e expressou sua gratidão pelo compromisso com a construção de um mundo mais justo para os camponeses, os povos indígenas e as comunidades afrodescendentes, o que demonstra a continuidade e o apoio político desse processo. O Ministro Carvajalino indicou que há interesse entre os países da Ásia e da África em sediar a próxima Conferência em menos de três anos. Essa decisão possibilita, por meio de um mecanismo a ser estabelecido entre os Estados que endossaram a declaração, a discussão sobre a localização do próximo encontro.
Ele também reconheceu o trabalho do México e propôs que o país latino-americano sedie a terceira edição. Ele concluiu reconhecendo os participantes do fórum global, afirmando: “Nós nos reconhecemos como povos, nos defendemos mutuamente e construímos o que vimos aqui hoje: a unidade. Porque a unidade do movimento agrário é a garantia para avançarmos neste caminho. Permitam-me expressar minha imensa gratidão, admiração e reconhecimento a todos vocês, pois fizeram deste o encontro mais importante pela terra no mundo, que declara hoje que a Reforma Agrária é a mais importante de nossas revoluções, uma revolução que coloca a vida no centro de nossa esperança, a revolução pela vida, porque a vida nos encontra aqui. Aclamando a paz, a Colômbia encerra e se despede da Segunda Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural.”
Assinatura do Pacto NacionalTambém durante a sessão de encerramento, o Pacto Nacional para a Implementação de uma Reforma Agrária e Aquicultura Estrutural Abrangente e Popular foi assinado por mulheres e homens do movimento social (povos indígenas, camponeses, raizal, afrodescendentes, palenqueros e comunidades aquáticas) juntamente com o Governo Nacional, representado pelo Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
Este documento é considerado uma questão de justiça histórica e política porque reafirma a legitimidade das expressões populares e comunitárias que constroem a vida e o território em toda a Colômbia e reconhece plenamente o mandato das comunidades camponesas, dos povos indígenas e dos povos negros, afro-colombianos, raizal e palenquero na transformação estrutural do país. Em outras palavras, é um pacto fundamental para a construção de uma Reforma Agrária e Aquicultura Estrutural Abrangente e Popular, rumo a uma Colômbia em paz, com democracia e justiça social, econômica e ambiental.
O legado da ICARRDA conferência reuniu 843 participantes internacionais de 102 países e 3.509 participantes nacionais de 359 municípios, consolidando sua posição como um dos maiores encontros globais sobre reforma agrária. O Centro de Convenções de Cartagena sediou 60 eventos com a participação de mais de 45 representantes internacionais, incluindo ministros, vice-ministros e outras autoridades.
O local também reuniu 40 porta-vozes nacionais, 20 organizações multilaterais e agências das Nações Unidas, além de 15 acadêmicos e especialistas. O evento registrou alta procura e mobilização, com 6.800 participantes inscritos. Uma programação paralela de 130 eventos, incluindo painéis, fóruns e workshops, também foi realizada, com 60 palestrantes internacionais em 6 locais diferentes, além de 2 exposições de arte.
Por outro lado, a Zona Terra para Todos consolidou-se como o espaço aberto de maior impacto e o principal palco para a participação cidadã, com 114.138 visitantes entre 24 e 26 de fevereiro. A experiência “Da Mesa às Nossas Mãos” destacou-se graças à participação de quase 100.000 pessoas. Da mesma forma, foi realizada uma rica programação cultural, com 28 concertos, palestras e atividades culturais, com a participação de 141 expositores e 72 produtores nacionais de 24 departamentos, ampliando assim o alcance territorial e cultural da Conferência.
E proporcionou amplo espaço para a participação produtiva e a revitalização da economia territorial por meio da Feira do Produtor, que reuniu 91 organizações de produtores camponeses, afro-colombianos e indígenas de 26 departamentos.Assim, ficou claro que a Colômbia se despede do ICARRD tendo feito o mundo falar sobre a importância do plantio, a necessidade de fortalecer os sistemas agroalimentares, a transição para métodos de produção limpa, a agroecologia e o reconhecimento das mulheres e dos jovens que estão, mais uma vez, se manifestando em defesa da terra.
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