30 de abril de 2026

Vem aí o aniversário de 33 anos da Via Campesina, em pleno mês de maio do Dia Internacional dos Trabalhadores
A Via Campesina vai comemorar 33 anos no dia 15 de maio, uma sexta-feira, um dia após o encerramento do 4º Encontro Nacional MPA Sérgio Antônio Görgen, em pleno mês de maio, cujo dia 1º é celebrado no mundo o Dia Internacional do Trabalhador (140 anos – 1886-2026), quando entra em pauta as principais reivindicações do campesinato mundial: soberania alimentar, reforma agrária, agroecologia e sementes camponesas, direitos dos camponeses, combate ao agronegócio que provoca mudanças climáticas.
O encontro vai prestar homenagens ao Frei Sérgio no dia 13 de maio para lembrar a memória de um religioso que sempre esteve presente em confrontos que marcaram a mobilização pela reforma agrária no Brasil e em ações do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), do qual é fundador.
Criada em 1993, a Via Campesina é uma articulação internacional que reúne mais de 200 milhões de camponeses, povos indígenas e trabalhadores sem-terra, pastores, pescadores, trabalhadores agrícolas migrantes, pequenos e médios agricultores, mulheres rurais e jovens camponeses, com pautas focadas na transformação do modelo agrícola atual e de combate ao agronegócio corporativo.

Atualmente, a Via Campesina reúne 180 organizações locais e nacionais em 81 países da África, Ásia, Europa, Américas e Caribe
A Via Campesina foi construída sobre um forte senso de unidade e solidariedade para defender a agricultura camponesa em prol da soberania alimentar. A soberania alimentar é um direito dos povos a alimentos saudáveis e culturalmente apropriados, produzidos por meio de métodos ecologicamente corretos e sustentáveis, e seu direito de definir seus sistemas alimentares e agrícolas.
A Vía Campesina insiste que métodos diversos de produção agroecológica conduzidos por camponeses, baseados em séculos de experiência e evidências acumuladas, que são essenciais para garantir alimentos saudáveis para todos, permanecendo em harmonia com a natureza.
Para alcançar a Soberania Alimentar, a Via Campesina mobiliza e defende a reforma agrária em territórios camponeses e oferece capacitação em métodos de produção agroecológica.
A Via Campesina defende a autodeterminação dos povos, condena a matança do povo palestino e as guerras e os bloqueios econômicos contra vários países promovidos por Israel e os Estados Unidos. A Via Campesina condena também o sequestro do presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro e da deputada federal Cilia Flores, e defende a imediata libertação do casal.

As principais pautas reivindicadas pelo campesinato no mundo incluem:
Defendida como o direito dos povos a alimentos saudáveis, culturalmente adequados e produzidos de forma sustentável.
Controle local: Defesa de que comunidades locais definam seus próprios sistemas agrícolas e alimentares.
Combate ao modelo industrial: Resistência ao agronegócio corporativo que prioriza a exportação e o lucro sobre a fome.
A Via Campesina clama por uma reforma agrária abrangente, focada em quatro eixos (os 4Rs): redistribuição, restituição, reconhecimento e regulação.
Acesso à terra: Luta pela redistribuição de terras para os sem-terra e pequenos agricultores.
Territórios indígenas: Defesa da devolução de terras aos povos originários.
Promoção da produção de alimentos sem o uso de agrotóxicos ou transgênicos, priorizando a biodiversidade.
Sementes nativas: Defesa da livre troca e uso de sementes nativas, combatendo a patenteamento de sementes por grandes corporações.
Produção orgânica: Transição ecológica que protege os sistemas locais.
Proteção dos trabalhadores do campo contra a violação de seus direitos e contra a criminalização das lutas sociais.
Direitos das mulheres: Promoção do feminismo camponês e popular, garantindo a igualdade de gênero no acesso à terra e recursos.
Jovens no campo: Incentivo à sucessão familiar e permanência dos jovens na agricultura.
A organização denuncia o agronegócio como um dos maiores causadores da crise climática.
Justiça climática: Defesa de que as soluções para a mudança climática sejam baseadas em práticas camponesas, não no mercado de carbono.
Combate à especulação: Exigência de fim da especulação financeira sobre o preço dos alimentos.
Luta contra corporações: Ações contra o livre comércio e empresas transnacionais de alimentos.
Paz e Direitos Humanos: Posicionamento ativo contra a guerra, o imperialismo e a ocupação de terras como, por exemplo, que está ocorrendo na Palestina e no Líbano.
DIAS DE AÇÃO INTERNACIONAL DA VIA CAMPESINA
Globalize a luta, globalize a esperança!
A Via Campesina é um movimento que defende o espírito do internacionalismo e da solidariedade, e garante que as lutas locais em seus territórios e as diferentes expressões políticas sejam visíveis por meio de mobilizações anuais nos seguintes dias:
8 de março: Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras. A Via Campesina se une aos movimentos sociais e de mulheres para exigir direitos iguais. Defende a eliminação da discriminação de gênero em todos os níveis da sociedade. Lutar pela concretização do feminismo camponês popular nas comunidades rurais.
17 de abril: Dia Internacional das Lutas Camponesas. Um dia para lembrar o Massacre de Eldorado dos Carajás, onde 19 camponeses sem terra perderam suas vidas devido à brutalidade policial e à repressão patrocinada pelo Estado brasileiro. É um dia em que a Via Campesina denuncia a criminalização e a opressão dos movimentos sociais rurais em todo o mundo.
10 de setembro: Dia Internacional de Ação contra a OMC e os ALCs. Em memória do Sr. Lee Kyun Hae, um agricultor sul-coreano que se sacrificou durante um protesto em massa contra a OMC em Cancún, México, em 2003, enquanto segurava uma faixa com os dizeres “A OMC mata agricultores”. A Via Campesina instituiu este dia para destacar as consequências devastadoras que os acordos de livre comércio têm nas economias nacionais e locais, especialmente para os pequenos produtores de alimentos.
16 de outubro: Dia Internacional de Ação pela Soberania Alimentar dos Povos contra as Corporações Transnacionais. Um dia para ampliar a demanda por Soberania Alimentar e denunciar a expansão agressiva e as violações de direitos humanos das corporações transnacionais do agronegócio. Este dia também é uma oportunidade de apresentar um caminho alternativo para abordar as crises urgentes do aquecimento global, da fome, da desnutrição e da pobreza extrema.
25 de novembro: Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. A Via Campesina se une aos movimentos de mulheres ao redor do mundo para exigir justiça e uma vida livre de violência em todas as esferas para mulheres, meninas e todas as pessoas de cor.
3 de dezembro: Dia Internacional contra os Agroquímicos. O movimento se solidariza com a luta contra agrotóxicos e produtos químicos, cada vez mais impulsionados pelo agronegócio.
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