Os agricultores quenianos venceram uma importante batalha judicial em 7 de março de 2025, quando obtiveram uma liminar do Tribunal de Apelações em seu processo contra a decisão do governo de suspender a proibição de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). O tribunal determinou que o governo queniano não pode iniciar a importação de OGMs conforme planejado enquanto o recurso estiver em andamento.
Nesta entrevista**, a ativista camponesa feminista Susan Owiti, da Liga dos Camponeses do Quênia (KPL), uma das organizações que entraram com o processo judicial, fala sobre os perigos que as sementes transgênicas e híbridas representam para a saúde mental e física dos agricultores – e particularmente das mulheres agricultoras. Empréstimos contraídos para a compra de sementes patenteadas levam a ciclos de dívida, depressão, violência física e até suicídio. Os antídotos: organizar os camponeses por meio de práticas de agroecologia, promover a soberania das sementes nativas e denunciar as sementes transgênicas e híbridas.
Publicado originalmente por Rooted in Agroecology and Food Sovereignty
Downland and Read – Edição 2: Cultivando a saúde
** Entrevista por Sophia Wathne
