30 de outubro de 2025

“Levanta Dados Cozinheiras” revela: maioria é mulher, negra e estão sobrecarregadas
Essenciais para a garantia do direito à alimentação escolar, as cozinheiras escolares são, em sua maioria, mulheres, negras, com 35 anos ou mais e estão sobrecarregadas. É o que revela a publicação “Levanta Dados Cozinheiras”, um retrato inédito das condições de trabalho destas profissionais, produzido pelo Observatório da Alimentação Escolar (ÓAÊ).
A pesquisa ouviu 1.270 cozinheiras escolares atuantes no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Os dados mostram que 94,8% das respondentes são mulheres, e 66,2% se autodeclaram negras, confirmando o perfil predominantemente feminino e racializado do trabalho nas cozinhas escolares.
A maioria tem entre 35 e 54 anos (71,6%), atua na rede municipal (55,3%) ou estadual (41,2%), e está vinculada ao poder público (86,2%), sendo 75,1% servidoras públicas. O levantamento mostra que 58% está há cinco anos ou mais no PNAE, com 37% do total com mais de dez anos.
Para Débora Olimpio, assessora Executiva e de Pesquisa do ÓAÊ, o estudo “é motivo de grande felicidade, mas também de preocupação, por esse ser o primeiro mapeamento nacional das condições de trabalho das cozinheiras escolares, em que elas são porta-vozes de suas próprias realidades. Esperamos que este estudo possa contribuir com o avanço da valorização e por melhores condições de trabalho para essa categoria tão determinante para a execução do PNAE”.
O número de cozinheiras é insuficiente para atender às demandas da alimentação escolar, segundo 69,5% das entrevistadas. No país, existem 272.777 cozinheiras escolares, de acordo com o Censo Escolar (2022), uma média de menos de duas cozinheiras por escola.
As condições das cozinhas preocupam: 38,1% classificam o espaço como “regular”, 19,5% como “ruim” e 13,3% como “péssimo”. Entre os problemas mais citados estão a temperatura desagradável (80,2%), falta de utensílios (56%) e espaço insuficiente (45,2%).
Apenas 35,4% das profissionais possuem vínculo de trabalho como cozinheiras escolares. Uma grande reivindicação da categoria é a padronização nacional da nomenclatura, reconhecendo-as como cozinheiras, além da climatização das cozinhas escolares.
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