Com o título “Os dias em que décadas acontecem”, MPA torna público sua posição em relação à conjuntura

Foto: Arquivos do MPA

Foto: Arquivos do MPA

Na tarde desta terça-feira, 29 de maio, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) torna público sua posição em relação à atual conjuntura. Além de destacar pontos importantes deste momento histórico, o documento denuncia a atuação do Capital Rentista Estrangeiro que tem se apossados dos bens brasileiros como o pré-sal e a todo custo quer o desmonte da Petrobrás e da Eletrobras, assim como, denuncia a atuação do Agronegócio e seu modelo de desabastecimento que não planta alimentos e sim mercadorias visando o lucro. O documento aponta ainda que não existe nenhuma solução popular e verdadeira que venha da violência ou do autoritarismo, tão pouco com intervenção militar e convoca toda a militância do Movimento para somar-se de forma massiva à greve dos petroleiros e petroleiras.

Confira o Documento na integra:

“Os dias em que décadas acontecem”

Um bom jeito de entender o que estamos passando em nosso país nesses dois anos e principalmente nesses últimos dias, devem estar baseados nas seguintes ações centrais: o que vivemos tem culpa e tem culpados e claro, consequências. As saídas cabem ao povo, com unidade, assumindo a tarefa de fazer a luta e reescrever a história.

Para o Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA os responsáveis têm: nome, documento e endereço, e se não fosse o bastante, uma turma que não fala português, representantes do chamado Capital Rentista Estrangeiro, também se apossou dos nossos bens, como o pré-sal e que a todo custo quer o desmonte da Petrobrás e da Eletrobras, tentando roubar do povo brasileiro as maiores empresas estatais construídas no nosso país pela luta do povo, roubando a nossa soberania nacional. No entanto, o serviço sujo é operado pelos mordomos e jagunços de Michel Temer: Pedro Parente, PSDB e MDB, estes ditos cujos estão no poder determinando e dando as ordens para que tudo aconteça contra o povo, se já não bastasse os apagões de 2002 voltamos a sofrer com uma crise elétrica e energética no país.

Também é bom lembrar, que não existe nenhuma solução popular e verdadeira que venha da violência ou do autoritarismo. Não iremos normalizar a situação de nossa pátria com ingerência estrangeira, tão pouco militar.

O Movimento também afirma que um grande responsável por essa crise de abastecimento, que se evidencia na greve dos caminhoneiros, mas que já sentíamos outrora é o Agronegócio, impondo um modelo de desabastecimento, sucateando políticas de distribuição, com isso lucrou com as rotas dos grãos, afastando quilometricamente as lavouras da população, ao querer colher lucro, não plantou alimento e sim mercadoria.

Para daqueles e daquelas que estão na boleia dos caminhões, que estacionam seus veículos para lutar, recebam nossa solidariedade. Caminhoneiros e caminhoneiras, todos e todas motoristas de transporte popular, que enfrentam uma jornada árdua, com poucos direitos e muitos até sem os seus direitos, como também é o nosso caso, que vivemos no campo e produzimos o alimento para a classe trabalhadora.  Esta paralisação está sendo feita por aqueles e aquelas que sentem nas costas o peso da carga que levam sobre suas vidas, sofrendo a exploração do patrão ou do rentismo.

No entanto alertamos para as falsas soluções apresentadas pelo governo, que não diminuem a carga do povo. O arrocho de outros impostos, e a evidente retirada ainda maior dos direitos como: saúde, educação e previdência, para pagar subsídios aos investidores da Petrobras, o que vai gerar outros problemas.

Objetivamente para resolver a alta dos preços do gás de cozinha, dos combustíveis e derivados do petróleo é retomar à condição de estatal da empresa, expulsar os abutres internacionais de nossas fontes de energia e construir uma política voltada ao bem-estar do povo não ao lucro estrangeiro.

Convocamos toda a nossa militância do MPA a se somar massivamente na greve dos petroleiros e petroleiras, aonde estejam e como estejam, estendam a solidariedade camponesa nas ruas, campos e comunidades nessa luta por soberania. Vamos intensificar esse momento!

Não podemos morrer de fome com os armazéns cheios, não podemos ficar no escuro com tanta energia gerada, não podemos vender petróleo para os EUA e ficar sem gasolina em nosso país. Só o povo organizado conquistará o direito de decidir sobre o uso de nossos bens.

Que o Capital tire as garras de nosso país

Pela redução do preço do diesel, da gasolina e do gás de cozinha!

Mudança imediata da política de preços dos combustíveis: Fora Parente!

Em defesa da Petrobrás estatal, não à privatização!

Fora Temer! Por eleições livres e democráticas!

Quem alimenta o Brasil exige respeito!

 

Movimento dos Pequenos Agricultores- MPA

29 de maio de 2018

 

Por Comunicação MPA