Camponeses capixabas reforçam a unidade com a prática de Roças Coletivas

Colheita de feijão em São Mateus. Fotos: Dorizete e Genques/MPA

Colheita de feijão em São Mateus. Fotos: Dorizete e Genques/MPA

Vivemos em uma sociedade capitalista que leva os seres humanos a serem cada vez mais individualistas. Como os problemas individuais nem sempre devem ser resolvidos individualmente, a Coordenação Estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) no Estado do Espirito Santo orientou os municípios que trabalhassem coletivamente, ou seja junto com os camponeses e camponesas de sua base realizarem as roças coletivas.

As roças coletivas nascem com a ideia de fortalecer a unidade entre as famílias camponesas, estimulando o trabalho coletivo, a união e promover neste espaço diálogo e debates da conjuntura complexa que o ES e o Brasil vêm passando. Um outro objetivo ainda é a produção de sementes crioulas, aumentando os bancos de sementes entres as famílias, valorizando os guardiões. É ainda, uma oportunidade de juntar mais recursos financeiros para subsidiar as lutas e atividades do Movimento no Estado.

Plantio de novas lavouras coletivas. Fotos: Dorizete e Genques/MPA

Plantio de novas lavouras coletivas. Fotos: Dorizete e Genques/MPA

No ES já se haviam dois municípios que trabalham as roças coletivas, em São Mateus e Pancas. Em São Mateus tem duas roças coletivas, um na região do Sape do Norte com aproximadamente 6 mil pés de aipim e, a outra na região de Nestor Gomes com 1 hectare de feijão. Em Pancas, área de 1 hectare foi doado por uma família, e na área será plantado milho fortaleza, aipim, arroz sequeiro e banana da terra de forma coletiva.

O camponês e dirigente do MPA, Genques Borchart, do município de Pancas afirma que, “a experiência é muito boa, os trabalhos em forma de mutirão são mais animados, alegres, o povo conversa sobre várias questões, desde a roça coletiva até a política em geral, mostrando que é possível fazer roças coletivas e motivando outros municípios a trabalhar essa prática”.

Mutirão no manejo da área. Fotos: Dorizete e Genques/MPA

Mutirão no manejo da área. Fotos: Dorizete e Genques/MPA

Segundo o MPA no estado, os resultados destas roças coletivas têm sido muito satisfatórios, pois estão sendo produzidas sem agrotóxicos e sem adubos químicos, é uma produção limpa, de qualidade, produção saudável e agroecológica. Num processo continuo, a ideia é transformar as áreas em berços de produção de sementes crioulas e alimento saudável para o campesinato.

Por Comunicação MPA