Projeto Sonário do Sertão do MPA e da Cineasta Camila Machado recebe Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Foto: Divulgação

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Um cantar ali, um batuque acolá. O vento que sopra, o radar da carroça range e os sons do sertão se multiplicam em histórias, memórias, lutas e resistência, que agora, ecoam para além dos sertões. Na noite da sexta-feira, 9, no Theatro da Paz na capital paraense, camponeses e camponesas do MPA receberam o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade em Cerimônia da 31º Edição do evento promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IFHAN). A premiação foi recebida pelo Projeto Sonário do Sertão, realizado pela cineasta Camila Machado e MPA no sertão do Pernambuco e Bahia.

O projeto surgiu de oficinas de formação em capacitação de áudio realizadas pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) em parceria com a cineasta Camila Machado. A conquista do prêmio no valor de R$ 30 mil irá permitir a sequência do projeto que hoje leva a cultua do ouvir e a prática da escuta. Com o recebimento da premiação o Sonário do Sertão passa a ser reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro.

Foto: MPA

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Durante a cerimônia, Camila, destacou os saberes populares dos camponeses e comunidades quilombolas do Sertão do Seminário brasileiro que fazem, preservam e criam os sons que estão nesse projeto. “Projeto de imaginário sonoro e de inventários de sons, queria agradecer principalmente os anciões que trouxeram as memórias, trouxeram seus cantos e suas histórias”, aponta a cineasta.

“Queria agradecer especialmente ao Movimento dos Pequenos Agricultores, pois sem este Movimento que luta pela permanência no campo, não teria existido este projeto e o encontro da juventude camponesa com sua memória e seus sons”, destaca ela. E finaliza com a frase, “sempre, e desde sempre, ninguém solta da mão de ninguém”.

Para o jovem camponês, Mateus, “foi muita bom e gratificante viver estes momentos, no dia 8 elas estiveram no Museu Emílio Goeldi e na sexta foi a cerimônia de premiação no Theatro da Paz em Belém”, afirma ele.

Arte: IPHAN

Arte: IPHAN

A 31ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade em consonância com a proposta do IPHAN busca levar o prêmio para todas as regiões do Brasil que neste ano tem por objetivo promover o Patrimônio Cultural do Norte brasileiro. A cerimônia no Pará foi marcada pelo ritmo de Carimbó e outras expressões tradicionais do Norte, como o Boi-Bumbá de Parintins.

Sendo assim, o MPA recebe a mais importante premiação do país voltada para ações de valorização, promoção e preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro criado em 1987 em reconhecimento a ações de proteção, preservação e divulgação do Patrimônio Cultural Brasileiro, o nome do prêmio homenageia seu primeiro dirigente da instituição. Rodrigo Melo Franco de Andrade comandou o IPHAN desde sua fundação, em 1937, até 1967.

 

Por Comunicação MPA