Três semanas de IFSC campus do São Miguel do Oeste Ocupado

By dezembro 1, 2016Educação, Golpe
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Há 3 semanas o IFSC campus do São Miguel do Oeste ocupado.Foto: Divulgação

No dia em que os brasileiros e brasileiras não irão esquecer tão cedo, 29 de novembro de 2016, o dia em que o texto base da PEC 55 foi aprovado no Senado Federal com 61 votos a favor, 14 contrários e 1 abstenção, há muito luta e resistência dos estudantes e Movimentos Sociais e Populares em todo País.

O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), campus de São Miguel do Oeste, no Extremo Oeste Catarinense, completou três semanas de ocupação nesta terça-feira, dia 29 de novembro. Durante a ocupação as atividades do Instituto aconteceram de forma normal, e a ocupação organizou palestras, oficinas, peças de teatro, momentos culturais com músicas e muitos debates referente a PEC 55, MP 746 e a Escola Sem Partido, que são os principais pontos que levaram várias escolas do Brasil a serem ocupadas, e também sobre outros diversos assuntos definidos coletivamente.

A ocupação tem por objetivo de chamar a atenção da sociedade para os riscos que a aprovação da PEC 55 representa, pois irá congelar os investimentos públicos nas áreas que atendem a população como saúde, educação, previdência, infraestrutura e etc., porém não coloca limites no repasse de recursos para o pagamento da dívida pública, que já consome cerca da metade do orçamento da união, e não cogita se quer a possibilidade de realizar a taxação das grandes fortunas.

Tairi Felipe Zambenedetti, da direção estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) em Santa Catarina, destaca a importância e a participação da juventude nos processos históricos descisivos no País: “a juventude e o Movimento Estudantil sempre estiveram presente nos processos de luta e mobilização, foi assim no enfrentamento à Ditadura Militar, participação muito importante nas Diretas Já, nos Caras Pintadas e assim por diante. O movimento estudantil tanto universitário como secundarista teve um papel importante, inclusive no fortalecimento das guerrilhas. Então o Movimento Estudantil é para fazer luta é para melhorar a vida do povo e fazer a disputa com a elite”.

É importante destaca o momento histórico em que vivemos, onde essa juventude que hoje ocupa as universidades, escolas e instituições públicas cresceu num período em que a juventude tinha perspectiva, o filho de pedreiro podia ser advogado, a filha da empregada doméstica poderia ser médica, uma geração que cresceu com perspectiva de melhorar de vida, de ter acessa a educação, de ser uma pessoa a qualquer outra, principalmente pelo acesso à Educação Pública e de Qualidade e por consequência a mesma possibilidade de acesso ao emprego.

“Com o golpe, essa juventude da faixa etária que tem mais pessoas no país hoje, entre 16 e 29 anos de idade, percebe que as portas para uma possibilidade de vida digna se fecham a partir do golpe. Principalmente agora que se materializa esse ‘fechar de portas’ com a aprovação da PEC 241 e agora PEC 55. Diante disso, e cumprindo sua função histórica que é de fazer luta, a juventude constrói esse processo belíssimo e interessante de luta, que é as ocupações nacionais para defender a Educação e defender o País dos cortes das políticas públicas que beneficiam e atendem a Classe Trabalhadora”, explica Tairi.

A ocupação do IFSC campus do São Miguel do Oeste faz parte do conjunto de ocupações que estão sendo realizadas e mantidas com o protagonismo dos estudantes em todo País. Além disso, a juventude do campo e da cidade que protagonizam esse momento histórico luta em defesa de seus direitos, de uma possiblidade de vida digna, também defendem o direito de toda uma população é um processo extremamente interessante, relata o dirigente do MPA.

Por Comunicação MPA