Para além do cárcere, a esperança insiste! – Crônica coletiva, aos 30 dias de prisão de Lula

Foto: Ricardo StuckertOs dias passam e a resistência segue. A cada alvorecer o povo se reúne nas proximidades da Polícia Federal na capital paranaense e saúda o seu presidente com um sonoro “Bom dia”. A cada entardecer, novamente em conjunto, se ergue o “Boa noite” das vozes de aguerridos homens e mulheres que fazem ecoar aos quatro cantos do mundo a denúncia da ruptura democrática que vivemos no Brasil.

São 30 dias de Lula como preso político. E 30 dias que esse povo incansável multiplica sua mensagem e faz real aquilo que predisse em seu último discurso em liberdade: “eu não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia”. E não há grades ou muros que contenham ideias. Não há agressões ou ofensas, nem mesmo tiros ou qualquer outra violência que as calem. Ideias são livres e a cada dia que passa elas alcançam novas pessoas e ali encontram boa acolhida.

Na véspera do primeiro mês de confinamento, Lula escreveu uma carta agradecendo. A força do povo segue sendo a sua força. E se há resistência nas rus, todos podem ter certeza que também há dentro da carceragem. “Tenho acompanhado todos os dias com muita emoção os atos de solidariedade que vocês fazem pela manhã e à noite. Não há nada no mundo que possa pagar o carinho que vocês têm demonstrado todo dia”, escreveu Lula.

Conforme corre o calendário, uma espera segue incômoda, traduzida em injustiça. E injustiça reforça a indignação. E indignação reforça o ânimo de seguir resistindo. “Amanhã (5 de maio) completam-se 30 dias que estou aqui aguardando que o Moro e o TRF 4 digam qual crime eu cometi. Tenho certeza de que sou vítima de um conluio entre a imprensa e a Força Tarefa da Lava Jato que não sabem como sair da emboscada que se meteram com tantas mentiras”.

Do lado de cá, entre os que tem certeza que estão do lado certo da história, cada palavra que chega é alimento, é combustível que renova a energia. “Estou tranquilo e sereno. Não sei se os acusadores dormem com a consciência tranquila que eu durmo”, acrescenta o texto, antes de finalizar com a franqueza que só se pode crer quando é enunciada por um homem do povo: “A minha tranquilidade é porque eu tenho vocês”.

Obrigado, presidente. A nossa resistência é porque temos você. A luta continua, a resistência segue, a esperança insiste.

#LulaLivre

 

Por Coletivo de comunicadores, ativistas sociais e militantes populares que formam a Rede Soberania.