O que diferentes religiões têm em comum? A luta por Justiça Social

Foto: Alexandre Garcia | Cedida ao MPA

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NÃO É TEMPO DE OMISSÃO, vivemos tempos difíceis em que o arbitrário tem força de Lei, lembrando o saudoso Brecht. Tempos em que precisamos reforçar continuamente a defesa da democracia, da justiça social de diferentes formas e maneiras. Horas individualmente, fazendo a defesa, horas nos organizando coletivamente. São estratégias de lutas e resistência que nos ensinam, historicamente, os diferentes movimentos sociais, que não cessam nunca suas lutas.

Embora os percalços da caminhada democrática, temos várias colheitas e conquistas que nos ensinam e fortalecem para continuar. Um exemplo disso foi o primeiro encontro do Comitê Inter-religioso em Defesa da Democracia e da Justiça Social, ocorrido no dia 21 de setembro em Porto Alegre – RS.

Foto: Alexandre Garcia | Cedida ao MPA

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Foi um momento histórico, de análise de conjuntura, da preocupação pelo avanço do fascismo, que nada tem em defesa da vida. Estiveram presentes diversos representantes das diferentes crenças, dogmas e religiões como ainda não havia sido visto: Muçulmana, Luterana, Católica, Budista, de Matrizes Africanas, ou pessoas sem religião, defensores e militantes da mãe natureza, da defesa das águas, dos recicladores e representantes do Movimento Negro.

Esse encontro ressaltou o que se tem em comum e que temos atualmente dois projetos que estão em disputa, um que defende o povo e o outro que é contra o povo. Esse projeto que é contra o povo constrói seus votos através de notícias fakes, de mentiras e calúnias que apenas são repassadas criminosamente. “Não é tempo de omissão, precisamos desmistificar as mentiras e anunciar o projeto que defende o povo”, disse um dos religiosos presentes.

O projeto que é pelo povo é também por justiça social, pela defesa da vida. Os religiosos presentes são unânimes em afirmar que não é armando a população que se fará mais justiça social no país. Afirmamos um projeto de nação que defende a vida de milhares de jovens brasileiros que morrem todos os anos. “Que tipo de homens estamos criando?” O projeto que é pelo povo defende a família, todas os tipos de famílias e pensa políticas públicas para mães e avós que criam sozinhas seus filhos e netos. Defende a demarcação de terras para indígenas e quilombolas, comunidades tradicionais, defende a agroecologia, as sementes crioulas, a agricultura familiar e camponesa, a reforma agrária, defende o filho e a filha de trabalhadores na universidade, os direitos trabalhistas, o direito à aposentadoria digna, o direito à moradia, defende o povo feliz de novo.

Foto: Alexandre Garcia | Cedida ao MPA

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Por isso, uma diversidade religiosa se reúne e reafirma que não é tempo de omissão, tampouco de imparcialidade. “Somos unânimes em defender a vida e para isso tomamos uma posição política na defesa da democracia, da nação brasileira, com base no amor, na tolerância, na paz, no respeito à diversidade, por justiça social” e acolhemos o projeto de governo apresentado por LULA, HADDAD e MANUELA e o defendemos conjuntamente, através do COMITÊ INTER-RELIGIOSO EM DEFESA DA DEMOCRACIA, JUSTIÇA SOCIAL LULA-HADDAD-MANUELA! Queremos no país inteiro, o Povo Feliz de Novo!

 

Por Letícia Chimini – Militante do MPA