Nunca se falou tanto de justiça e judiciário no Brasil

Foto: Divugação/WEB

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Juiz, desembargador, Ministério Público, Supremo Tribunal Federal… nunca na história do país este aparato estatal esteve tão presente e exposto a vida pública nacional. Desde o fatídico dia 02 de dezembro de 2015, quando o comprovado corrupto Eduardo Cunha acatou o pedido de impeachment da Presidenta Dilma Roussef em retaliação por ela não se render a chantagem do Congresso.

O sistema judiciário, instituição consuetudinária da burguesia, sem escrúpulos, se expôs e passou a governar, criando uma cortina de fumaça para o congresso levar a cabo as anti-reformas pactuadas entre a lumpen-burguesia dependente e o capital rentista internacional. A centenária grande família jurídica do Brasil governa com mão de ferro, sobrepujando e chantageando um presidente fraco, acusado de corrupção, que ocupa maior parte do tempo com sua defesa própria e chancelando as leis mais nefastas impostas pelo capital internacional, que colocam o país de joelhos e estão levando a classe trabalhadora para o precipício.

Ao se expor e tomar partido no golpe, agindo como principal órgão da repressão, o sistema judiciário sujeitou-se ao julgamento do povo. A forma como o judiciário está tratando o ex-presidente Lula é a forma como trata todos os pobres deste país, aviltando direitos, faltando com julgamentos dignos e provas verdadeiras – em sua maioria – baseados na convicção de que “pobre é ladrão”, sendo negro, pior ainda.

Pergunte a qualquer família da periferia, não tem nenhuma que não sofreu ou teve um ente querido que tenha sofrido violações, principalmente pela condição de classe. Para o aparato repressor pobre não tem direito.

A prisão do ex-presidente Lula expôs o sistema judiciário e contraditoriamente colocou o debate em todos os lares brasileiros, evidenciou que justiça não é um conceito e judiciário não é um aparato bem quisto ao povo.

A posição e o _modus operandi_ do sistema judiciário terminou por aproximar ainda mais o povo de Lula. Ao desprender-lhe o mesmo tratamento dado ao povo pobre, identifica-o dia-a-dia ao brasileiro excluído pela força repressora da burguesia.

Por isso Lula segue líder e crescendo nas pesquisas eleitorais. Ao judiciário restará a opção de um último sopro de dignidade e permitir ao povo julgar-lhe nas urnas ou arrastar e enxovalhar a toga na lama.

Lula Livre!

 

Por Maister F. da Silva