No campo e na cidade trabalhadores vão as ruas e dizem não à Reforma da Previdência

Foto: MPA

Com o tema #QueroMeAposentar milhares de trabalhadores do campo e cidade foram às ruas, praças públicas, instituições financeiras públicas e privadas, bloquearam rodovias Nacionais, Estaduais e locais, fecharam agências do INSS, paralisaram ônibus e fábricas em todo país para diz Não à Reforma da Previdência em Jornada de Luta em Defesa da Aposentadoria.

As ações foram organizadas por um conjunto de movimentos populares, entidades, sindicatos e federações que integram as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, reunindo o campo e a cidade em uma única pauta, barrar a Reforma da Previdência.

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Com o Movimento dos Pequenos Agricultores não foi muito diferente, os camponeses e camponesas em cada canto desse país se mobilizaram para dizer não e denunciar a Reforma da Previdência que o Governo quer impor aos trabalhadores e trabalhadoras sob o argumento de que deficitária, ignorando os R$ 426 bilhões que não são repassados pelas empresas ao INSS, o valor da dívida equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016, esses números, levantados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

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No Piauí e Rio Grande do Sul os camponeses e camponesas foram as ruas bem cedinho. Na Bahia, os atos foram em Vitória da Conquista, Salvador e Conceição do Coité. Em Rondônia os atos foram realizados na cidade de Ariquemes, Rolim de Moura e Vilhena que reuniu manifestantes de Colorado do Oeste, Corumbiara, Cerejeiras e Cabixi. Na Paraíba as manifestações foram no município de Areia, reunindo também a denuncia do fechamento das Escolas do Campo. Em Brasília, São Paulo e no Rio de Janeiro os atos foram realizados no fim da tarde e a noite. No Sergipe as ruas foram pintadas de vermelho, somadas aos manifestantes do Espirito Santo com atos na capital, Vitória e em São Mateus. Mais ao Sul do país, em Santa Catarina, aos atos com protagonismo dos camponeses e camponesas forma em São Miguel do Oeste e Lages.

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O MPA compreende que a aprovação da Reforma da Previdência cumpre ainda um outro papel dentro do golpe, que serve aos interesses do Capital Financeiro, ou seja, os bancos estão de olho nos trilhões arrecadados pela Previdência e pelo que poderão arrecadar com planos privados. Objetivo é entregar a aposentadoria dos trabalhadores ao Sistema Financeiro nos deixa na mão na fase da vida em que mais precisamos.

Por Comunicação MPA