Na luta por seus direitos camponeses do MPA no Pará ocupam as ruas e montam acampamento na capital e Ulianópolis

Foto: MPA

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Historicamente o Pará tem sido palco de muitas lutas camponeses, algumas que se entendem por gerações como a Reforma Agrária, a regularização e desapropriação fundiária. Cientes de seus direitos os camponeses e camponesas do MPA no Pará, mais de 550 pessoas, ocuparam as ruas e montam acampamento na BR – 010, que liga o Estado ou resto do país e na capital, Belém.

As manifestações iniciam as atividades no domingo, 19, quando entorno de 180 famílias montaram acampamento na Avenida Augusto Montenegro em Belém e as margens da BR-010 no município de Ulianópolis, mais de 400 pessoas montaram acampamento. Nesta segunda-feira, 20, os manifestantes realizaram ações no dois locais com o objetivo de denunciar o governo do Estado do Pará, por retirar os camponeses de suas terras e entrega-las para fazendeiros e grileiros. Denunciam os cortes que o governo golpista de, Michel Temer, tem feito para a Agricultura Camponesa e a demora por parte do Instituto de Terras do Pará (ITERPA) na regularização fundiária o que aumenta ainda mais a violência no campo. Estão ainda na pauta a Reforma Agrária, a regularização e desapropriação fundiária, assim como, a defesa da Soberania Alimentar e da produção de alimentos saudáveis.

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Ainda bem cedido os dois grupos saíram em marcha. Na BR – 010 os manifestantes trancaram a rodovia gerando mais de 20 km de transito parado, sendo liberados apenas os casos urgência e emergência. Em Belém, os camponeses e camponesas do Movimento seguiram em marcha até o ITERPA. Com os manifestantes do lado de fora do órgão público e a Tropa de Choque, Rotam e Polícia Militar do lado de dentro, os camponeses são impedidos, hostilizados e intimidados de seguirem com a manifestação. Por sua vez eles definem por ficar no local e montarem acampamento até serem atendidos. “Os portões do órgão foram fechados e permanecemos sem água e alimentação, estamos passando muita dificuldade sem estrutura de alimentação”, relata o jovem camponês, Mateus Moises.

Por sua vez, o camponês e militante do MPA, João Mateus, fala sobre o acampamento montado na frente do Instituto e sobre as lutas travadas pelos camponeses e camponesas do Movimento no Estado. “Estamos aqui pelos nossos direitos, pois quem alimenta o Brasil exige respeito”, explica ele.

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Após o dia acampados e a rodovia tranca, os representantes do ITERPA receberam um delegação para dialogar sobre a pauta, porém ainda com o aparato polícias do Estado no local. Segundo a coordenação da manifestação, “a intenção era partir para cima das famílias já que o governado do Estado, Simão Jatene (PSDB) não quer receber os manifestantes para negociar, nem se quer um delegação e por meio do aparato do Estado tentar coibir os manifestantes”.

Segundo coordenação do MPA à frente das manifestações ouve avanços na liminar de posses, pois a pessoa que se diz proprietários da área não tem nenhuma documentação que prove tal posse, isso legalmente segundo ITERPA não tem como o juiz entregar as terras ao sujeito. “O Instituto se comprometeu que em 2018 irá fazer as vistorias nas demais áreas em questão, que atingem diretamente o camponeses do Movimento e dar início a regularização fundiárias das mesmas”, explica Mateus.

A BR 010 em Ulianópolis foi liberada no fim de tarde. O aparato policial continuou junto ao ITERPA onde mais de 180 pessoas estiveram o dia acampadas e uma delegação do Movimento foi recebida para as negociações. Ainda hoje o grupo se desloca à sede do INCRA na Capital, Belém. E seguirão em luta até conquistarem seus direitos.

Por Comunicação MPA