Mulheres do MPA em luta contra a reforma da previdência ocupam a repartições públicas no PI

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Mulheres em marcha denunciam a reforma da previdência proposta por Temer. Foto: MPA

Camponesas e camponeses do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) no ultimo dia 7 e 8 ocuparam pelo menos 3 repartições públicas no Estado e deixaram seu recado, contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo Temer e Pela Vida das Mulheres.

Na manhã do dia 7/03, a ocupação foi na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural do Estado do Piaui. Assim como acontece na lida diária dos camponeses, o café da manhã foi servido bem cedinho, só que desta vez na Secretaria, onde os camponeses e camponesas permaneceram até que o secretário, Francisco Lima, os recebeu.

Ainda naquele dia foi ocupado o Prédio da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) onde passaram a noite e na manhã do dia 8/03, ocupam Assembleia dos Deputados em Teresina-PI, onde elas foram homenageadas. Na oportunidade, Maria Kazé apresentou a pauta de reivindicações e denuncias do MPA, também falou da constante retirada e negação de direitos, como a reforma da Previdência Social.

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Mulheres camponesas exigem seus direitos. Foto: MPA

Nas três ocupações debateu-se sobre a Diretoria de Combate a Pobreza Rural (DCPR), o Projeto Viva o Semiárido, o Centro de Formação do MPA-PI, mudas e sementes para os camponeses, garantia safra, efetivação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e também, denunciam a Reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer.

As mulheres camponesas ligadas a vários movimentos sociais estão em luta neste 8 de março contra a aguda violência sistêmica, capitalista e patriarcal praticada contra as mulheres do campo e da cidade e que ameaçam as diversas formas de vida, de produção, de trabalho e as economias camponesas, destacam as mulheres em luta por todo país.

– “A atual conjuntura nos impõe o gosto amargo de um golpe de Estado arquitetado por uma elite entreguista e subserviente, machista, sexista, patriarcal, homofóbica, fascista e que a cada dia tem se materializado no aumento da violência contra as mulheres, crianças e adolescentes, essa mesma violência é sentida na retirada de direitos conquistados em mais de 70 anos de luta como é o caso da CLT, é sentida na privatização de patrimônios públicos fundamentais na garantia da sustentação de uma nação e de um povo soberano, é sentida no desvio de recursos de políticas públicas fundamentais como saúde e educação, é sentida na criminalização dos movimentos sociais que vem garantindo ao longo da história um tecido social crítico organizado, se materializa na concentração da terra e no aumento do desmatamento e envenenamento da terra, da água e do ar, inclusive do leite materno, se sente no aumento do desemprego e na desestruturação de uma economia promissora que já se colocava como a 7ª no mundo, se materializa na Reforma da Previdência que retira do povo brasileiro a garantia de uma velhice digna, se materializa na reforma trabalhista”, destaca a camponesa piauiense e dirigente do MPA, Maria Kazé.

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Na Assembleia dos Deputados em Teresina-PI, camponesas exigem seus direitos. Foto: MPA

Por estas razões as mulheres trabalhadoras do campo e da cidade sentem-se convocadas a lutar contra esse violento ataque sofrido pelo povo brasileiro, pelo compromisso que tem com a Vida, com a Constituição Federal e com o povo.

– “Não aceitaremos os ataques lançados sobre nossos direitos, não aceitaremos que os golpistas que arquitetaram o golpe a nível nacional assaltem nossos espaços no Piauí, não aceitaremos que se adonem de espaços como o DCPR, SASC, saúde entre outros, não aceitaremos que voltem a servir de palanque para a velha política da qual não sentimos falta. Se a pobreza no Piauí diminuiu foi pelo compromisso que os governos de esquerda tiveram, foi pelo compromisso de uma militância que considera o povo como fundamental e não o capital”, afirma a dirigente camponesa.

As ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas do 8 de março contra a Reforma da Previdência que iniciou nesta segunda-feira, 6/03, e se estende até o dia 10/03 com o protagonismo das mulheres e em consonância com as organizações que compõe a Frente Brasil Popular.

Por Comunicação MPA