MPA denuncia a Multinacional Nestlé por Perseguição Sindical e Racismo

Foto: MPA

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O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) vem a público manifestar sua indignação contra a ação da Empresa Multinacional Nestlé Brasil LTDA e fazer um alerta, a Reforma Trabalhista ainda não entrou em vigor, por certo as leis vigentes devem garantir a ação da organização sindical sem violência e intimidação. Também repudiamos o crime de racismo cometido conta o companheiro Janderson Santana, militante do MPA no recôncavo baiano. Prestamos solidariedade e nos dispomos para contribuir no que for possível junto aos companheiros de luta do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins do Estado da Bahia (Sindalimentação).

Repudiamos como toda veemência a ação da Multinacional Nestlé Brasil LTDA frente aos trabalhadores sindicalistas na Bahia que desde o início do mês de outubro deste ano, 2017, vem sofrendo uma Perseguição Sindical. A multinacional tem impedido por meio de demissão e até mesmo agressão física aqueles que reagem diante dos abusos feito pela empresa contra o direito dos trabalhadores e contra a organização sindical. A Nestlé Brasil, Nordeste está localizada nas margens da BR 324, Bairro Subaé no município de Feira de Santana-BA e não aceita de forma nenhuma que a direção do sindicato reivindique os tamanhos descasos que essa Empresa Multinacional da Alimentação tem feito.

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Entenda o que aconteceu

A empresa suspendeu o contrato de trabalho, com perspectiva de demitir, o Empregado da Empresa e dirigente do Sindalimentação Bahia e da CONTAC, Francisco de Araújo Neto (Cawboy). Francisco recebeu em sua residência um Telegrama com a notificação suspendendo o contrato de trabalho, o mesmo se encontrava de licença médica nos dias 02 e 03 de outubro de 2017, acometido de uma virose, identificada pelo Hospital São Matheus. Para a Nestlé o trabalhador não tem direito ao atestado médico, deve ir trabalhar doente, é isso, mesmo?

A empresa armou uma Justa Causa para o dirigente e quadriplicou o número de seguranças patrimonial onde a ordem é: “se for sindicalistas e chegar perto da Empresa é para quebrar na porrada”.

 Assim aconteceu na manhã da quarta-feira (11), às 06:20 da manhã quando o sindicalista Derlan Queiroz chegou na frente da empresa para acompanhar a entrada dos trabalhadores e, posteriormente realizar uma compra no Grêmio da Empresa. O sindicalista foi violentado com chutes, pontapés e empurrões em cima da grande de proteção que foi colocada pela empresa. Agredir sindicalistas, que lei permite este tipo de ação por meio de uma Empresa? Isso é uma antecipação da Reforma Trabalhista? Nos perguntamos.

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Janderson Santana que assistiu essa covarde ação de 6 homens, seguranças da Nestlé, agredir Derlan, indignado, ligou a câmera do celular e filmou essa arbitrariedade. Os seguranças ameaçou tomar o celular deste jovem militante e proferiu a seguinte frase: “o que esse negrinho quer aqui filmando? ”.

A empresa multinacional Nestlé se apresenta inibidora dos trabalhadores por meio da demissão, de não aceitar o direito da organização sindical, do crime de violência física e ainda mais racista.

A empresa também puniu com uma suspensão de 5 dias o sindicalista Marcleuber Oliveira, também dirigente sindical do Sindalimentação, diretor da FETIABA e cipeiro da Nestlé. A medida foi uma retaliação ao fato de o dirigente ter feito uma intervenção para assegurar o acionamento da ambulância da empresa no socorro a um trabalhador que por pouco não veio a óbito.

O Movimento dos Pequenos Agricultores por meio deste se solidariza aos trabalhadores e sindicalistas do Sindalimentação, e compreende ser justa e necessária a Organização Sindical. Aliás, o que estes trabalhadores reivindicam são melhorias especificas no local de trabalho para garantir saúde e segurança dos trabalhadores e trabalhadoras, não podemos aceitar que a violência e intimidação por parte de uma empresa aconteça.

 

Por Comunicação MPA