Mais de 80 organizações se reúnem na II Assembleia Continental da CLOC-Via Campesina na Colômbia

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Cartaz da II Assembleia Continental da CLOC-Via Campesina. Cartaz: CLOC-VC

Cerca de 150 delegados de mais de 80 organizações de 22 países latino-americanos participam na segunda Assembleia Continental do CLOC-Via Campesina.

A Assembleia Intermediária tem a tarefa de aprofundar a discussão sobre a construção do Socialismo, sobre a questão da Paz no Continente, a Unidade e a Aliança entre o campo e a cidade. Estas são questões que também estavam pendentes no VI Congresso, que foi realizado na Argentina em 2015.

Para Nury Martinez do Comité Político da CLOC-VC, a decisão de realizar a Assembleia na Colômbia foi devido ao papel desempenhado pela CLOC-Via Campesina na implementação de acordos de paz, além deste país sul-americano estar vivendo um momento histórico que depende da atitude e decisão do Movimento Popular diante do tema unificador, que é o que vai exigir o governo a cumprir, é claro que, se não houver mobilização não cumprirão os acordos.

O outra razão é o papel deste país na aliança com os Estados Unidos e sua intervenção na Venezuela e os outros países do Continente. Executar esta Assembleia na Colômbia irá permitir uma discussão mais ampla sobre o que está acontecendo neste momento, disse Nury.

Partilhamos que a Assembleia terá três grandes espaços onde outros convidados podem participar. Uma delas é a abertura que foi no dia 1º Maio deste, o outro sobre a Questão da Paz na Colômbia e a última é a Conferência Continental sobre o Neoliberalismo.

Em 1º de Maio, os delegados e delegadas participaram da grande mobilização em conjunto com as três federações sindicais colombianos: a Confederação dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Confederação de Trabalhadores da Colômbia (CTC). Neste espaço o CLOC-Via Campesina em seu discurso se referiu à aplicação dos Acordos de Paz e sobre a Jornada Continental Contra o Neoliberalismo.

A ênfase da mobilização é a paz, mas também a necessidade de proteger e garantir o respeito aos Direitos Humanos, porque desde a assinatura dos acordos até o momento, existem cerca de 130 assassinatos e ameaças constantes intensificada, enfatizou.

A programação comtempla a mobilização do Dia de Maio; painel de discussão sobre o Socialismo e Paz; A questão das Alianças; reflexão sobre os espaços onde a CLOC – VC faz parte como Alba Movimentos, a Aliança para a Soberania Alimentar e a Assembleia Popular que está sendo convocada para novembro, na Venezuela.

Outros temas a serem abordados são temas específicos da CLOC-Via Campesina, como: Criminalização; Presos Políticos; Carta dos Direitos Campesinos; Campanha Contra a Violência Contra as Mulheres, Terra, Território, Reforma Agrária e a Luta Contra o Agro-mineral-negócio e as Transnacionais; Migrações e Assalariados, Soberania Alimentar, Agroecologia, Sementes e Agricultura Camponesa / Indígena e outros.

Da mesma forma, a preparação da CLOC para a VII Conferência da Via Campesina Internacional que será realizada de 16 a 24 de julho de 2017 e os desafios da Via Campesina neste momento e como a CLOC se organizará para estes desafios.

Todo este espaço de reflexão e construção coletiva está sendo realizado entre os dias 1 a 4 de maio de 2017 Bochica, Santandercito, Colômbia,

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Por Comunicação da CLOC-VC

Tradução Livre: Comunicação MPA