Mais de 15 mil pessoas somam-se ao ato em Solidariedade à luta do MTST e as 7 mil famílias da Ocupação em São Bernardo

Registro feito na noite do Ato de Solidariedade. Foto: Mídia Ninja

Registro feito na noite do Ato de Solidariedade. Foto: Mídia Ninja

Movimentos Sociais do campo e da cidade, sindicatos, parlamentares e demais lideranças populares realizaram no último dia 17 de setembro, um ato de solidariedade à luta do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST) e as 7 mil famílias da Ocupação Povo Sem Medo de São Bernardo, além de repudiar o ataque violento que a ocupação sofreu no dia anterior, 16/09 e as tentativas de desocupar o espaço por parte da prefeitura. Na oportunidade mais de 15 mil pessoas somaram-se a manifestação e a Assembleia do Movimento.

A ocupação que caminha para ser a maior do país, no sábado, 16, um disparo de arma de fogo foi efetuado em direção aos acampados do terreno de 60 mil m², área de forte especulação imobiliária. A origem do disparo é um condomínio de classe média no entorno do acampamento.

Foto: MPA

Foto: MPA

Sobre o atentado do dia 16, o coordenador do MTST, Guilherme Boulos, afirma: “Foi um gesto de intolerância, um verdadeiro atentado contra os trabalhadores sem teto que estão aqui fazendo a sua luta legítima e pacífica. É uma demonstração do nível a que chega um sentimento antipopular, de setores da classe média, um atentado fascista. O movimento já respondeu, num primeiro momento, denunciando criminalmente essas pessoas, fazendo a denúncia pública”.

Boulos ainda destacou a importância do Ato de Solidariedade a luta do Movimento. “Agora, com esse grande ato que contou com vários aliados e apoiadores, o Movimento vai responder permanecendo firme na resistência. Se o responsável por esse gesto acha que vai intimidar a luta do povo, não está entendendo nada”, discursou o líder sem teto.

Para o Movimento do Pequenos Agricultores (MPA), “o Acampamento é uma forma de luta histórica da Classe Trabalhadora, em especial a ocupação do MTST resignifica essa forma de luta e resistência, que tem no seu seio a coletividade e a união contra um problema comum, mostra com muita força que esses dois elementos são chave para derrotarmos o golpismo e recuperar o direito à moradia digna”.

Se morar tornou-se um privilégio, ocupar tem se tornado um direito e uma feramente de luta contra a ofensiva da direita que tem negado aos mais pobres tudo, inclusive o direto de morar e o direito à vida.

Registro da Ocupação. Foto: MTST

Registro da Ocupação. Foto: MTST

A Ocupação “Povo Sem Medo de São Bernardo”

A ocupação representa o sonho de moradia de cada pessoas que lá está. É isto o que a nova ocupação do MTST, em São Bernardo do Campo, promete para a população da região do ABCD Paulista que iniciou no dia 2 de setembro deste ano, 2017.

A ocupação foi nomeada “Povo Sem Medo de São Bernardo” pelo próprios trabalhadores sem tetos, e, conta com cerca de 7 mil famílias oriundas principalmente da cidade vizinha, Diadema. O local da ocupação estava abandonado até então, em disputa judicial, e não cumpria função social.

 

Por Comunicação MPA com informações do MTST