Junior Mota. Foto: MPA

Junior Mota. Foto: MPA

Há exatamente um ano, 13 de julho de 2017, recebíamos a triste notícia do assassinato do companheiro e líder camponês do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), José Raimundo Mota de Souza Junior, o Júnior do MPA como gostava de ser chamado.

Junior deu a vida pelo que acreditava! Foi assassinado pelas lutas que travava, tanto pela titulação das terras da Comunidade Quilombola de Jiboia, no município de Antônio Gonçalves (Bahia), onde residia, como pela defesa do território, melhores condições de vida para o Campesinato, a produção de alimentos saudáveis e a consolidação do Plano Camponês. Tornando-se assim, mais uma vítima da ganância, do conflito agrário no Estado.

Junior Mota. Foto: MPA

Junior Mota. Foto: MPA

Neste ensejo, passado um ano de seu assassinato sem que os autores tenham sido identificados e as causas esclarecidas, o MPA exige que a justiça seja feita e que o Estado investigue com mais rigor para que os autores deste crime bárbaro sejam devidamente julgados e punidos, assim como atenda a reivindicação pela titulação das terras quilombolas, que ainda não foi realizada. O Brasil, historicamente é marcado pela concentração fundiária é também, um dos países que mais mata lideranças que lutam pela sua democratização e o acesso à Terra.

Seguiremos em luta e resistência, mas também, denunciando casos como de Junior do MPA, que se tornou semente forte e vigorosa nos corações e mentes de cada um que luta por justiça social n

o campo e por isso, não iremos permitir que este crime continue impune. Aos nossos mortos, nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta.

 

Por Érica Anne Oliveira e Adilvane Spezia – militantes e integrantes do Coletivo de Comunicação do MPA