Declaração final 2º Assembleia Continental CLOC-LVC

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Registro feito durante a Plenária. Foto: Comunicação da CLOC-VC

Reunida a Coordenadoria Latino Americana de Organizações do Campo CLOC – Via Campesina em Santandercito, Cundinamarca, Colômbia, terra de Camilo Torres, Maria Cano, Juan de la Cruz Varela, Victor J. Merchan e com a participação de 150 delegados e delegadas de 80 organizações campesinas, indígenas e afrodescendentes de 22 países do continente, no marco de celebrar a II Assembleia Continental, baixo o lema: “Contra o Capitalismo, Pela Soberania de Nossos Povos, América Unida Segue na Luta”, dedicada ao Comandante eterno Fidel Castro Ruz.

Conscientes que vivemos um período de golpes contra o povo e a democracia, de deslegitimização das lutas populares, os lutadores e suas organizações. Tempos de ditaduras midiáticas, das burocracias, dos Estados burgueses e governos golpistas. Um período de conservadorismo e de retrocessos com um surgimento agressivo da direita no mundo inteiro, onde os governos estão tirando os direitos conquistados nos últimos anos.

Existe uma disputa na hegemonia do poder mundial. Desde 1989, logo da caída do muro de Berlin, teve uma hegemonia dos EEUU no mundo sem oposições. Isso já não é assim, e a disputa hegemônica tem a China como ator. Existe uma geopolítica em disputa no mundo que provoca estes golpes. De igual maneira surgem novos blocos de disputa desde poder hegemônico como os BRICS.

Encaminhamos nossa reflexão sobre os desafios para a construção de uma sociedade socialista, sobre a lógica de ter claridade do contexto atual que enfrenta nosso continente e a partir da crise mundial do capitalismo, que inicia em 2008 e que implica hoje o reajuste nos países periféricos para extrair dinheiro e transferi-lo aos países centrais para permitir-lhes sair da crise. O grande capital tem a necessidade de controlar os bens naturais, petróleo, terra, água, e natureza como novas formas de acumulação de riquezas e poder.

Rechaçamos os modelos excludentes, neoliberal, imperial, patriarcal e capitalista, que arrasa com a harmonia da natureza e sua relação com o ser humano e a paz do povo, que quebra a unidade coletiva e visionaria de justiça social.

Reafirmamos nosso compromisso como homens, mulheres, jovens, povos e nacionalidades para transformas a sociedade desde as ações cotidianas e construir a unidade na diversidade, com caráter internacionalista, priorizando o trabalho de base mediante a formação política e ideológica, utilizando ferramentas alternativas e nossos meios de comunicação para fortalecer nossas lutas e chegar ao horizonte, “O Socialismo”.

Reafirmamos nosso compromisso com nossas campanhas e propomos umas campanha continental pela água como patrimônio dos povos.

Seguir fortalecendo e acompanhando o trabalho da nossa juventude que vão garantir as vitorias das lutas futuras.

Retificamos a articulação de lutas a través da aliança estratégica com outras organizações e movimentos populares para cumprir com o sonho bolivariano de Pátria Grande, de uma sociedade socialista que nos exige grandes desafios para terminar com a violência para com as mulheres, preservar a vida de nossos líderes e líderesas populares. Nos manteremos alertas ao cumprimento dos acordos de PAZ em Colômbia, os direitos dos campesinos e campesinas, e a auto sustentação dos processos progressistas da nossa América.

A CLOC-LVC estará vigilante no acompanhamento na implementação por parte do governo da Colômbia no cumprimento das clausulas no acordo de PAZ, especialmente no ponto um que fala da reforma rural integral com enfoque territorial para garantir ao povo Colombiano o respeito e acesso aos bens comuns para a Soberania Alimentar.

Cumprimentamos a Revolução Cubana e a Revolução Bolivariana como faros socialistas na nossa América que fortalece nossa esperança como povos Latinos Americanos, assim mesmo nos solidarizamos com a luta e resistência do povo e do governo da Venezuela frente a forte arremessa do império.

Concebemos a Soberania Alimentaria e a Agroecologia como princípios fundamentais e um modo alternativo para esfriar o planeta, como única possibilidade da mudança ao modelo imposto pelos agronegócios, as transnacionais e reafirmamos que a agricultura campesina e indígena é a única capaz de alimentar a humanidade de maneira saudável e sustentável, mantendo a biodiversidade e identidade.

Convocamos a todas as forças socialistas lutadoras para reanimar o espírito de luta permanente com sentido ideológico e de justiça, inspirados nas lutas históricas dos polvos que nos antecederam como uma expressão fundamental de solidariedade entre os povos e nos preparamos para a VII Conferência da Via Campesina Internacional onde aportaremos ao debate político frentes aos desafios na realidade mundial atual, que exige de nós maior compromisso de continuar reafirmando a necessidade da unidade desde Movimento Campesino Mundial.

Continuaremos nossa luta em defesa da vida, das sementes, da água, da terra, do território e todos os bens naturais promovendo os direitos coletivos que clama a mãe terra para uma sociedade, socialmente mais humana, justa e igualitária.

“A fome, inseparável companheira dos pobres, é filha da desigual distribuição das riquezas e das injustiças desse mundo. Os ricos não conhecem a fome.

…Por lutar contra a fome e a injustiça morreram no mundo milhões de pessoas…” Fidel Castro Ruz.

Contra o Capitalismo, pela soberania de nossos Povos! América unida segue na Luta!

“Globalizemos a Luta…Globalizemos a Esperança”…