Contra a Reforma da Previdência: camponeses no RS vão as ruas

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Ato em Lageado. Foto: MPA

Contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo não eleito de Michel Temer, camponesas e camponeses do MPA foram as ruas para denunciar mais este retrocesso no último dia 5. Além dos camponeses e camponesa do MPA, somaram-se as manifestações representantes da CUT, do Sindicato da Alimentação, do Sindicato do Comércio, Sindicato do Vestuário, do CPERS, Sindicato dos Metalúrgicos, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da região, vereadores e demais trabalhadores vindos das cidades vizinhas onde os atos foram realizados.

Em Lageado, mais de 800 pessoas bloqueiam desde cedo a BR-386, no km 344, onde também foi realizado uma caminhada, que gerou um congestionamento, porém a população estava muito atenta a manifestação, gostando e se solidarizando, inclusive com o apoio de várias Câmaras de Vereadores da Região, explica a camponesa e dirigente do MPA, Rosieli.

Rosieli também explica que, “na Região Norte do Estado estavam programadas três atividades, na ponte em Irai que liga os Estados do RS e SC, na região de Santa Rosa e no Trevo da Boa Vista em Palmeira, porém com a forte chuva que caia na manhã do dia 5, mais de 100 milímetros, a programação foi adiada.

Segundo a avaliação do MPA no RS, mesmo com o imprevisto da chuva, a manifestação foi positiva, visto que estamos inseridos em uma região com um nível de desemprego baixo, pois trata-se de uma região rodeada pelas agroindústrias de leite, frango e suinocultura.  A reação da população e o que pode ser visto nos veículos de comunicação locais e no Estado é que as manifestações realizadas e prevista, nesta semana formam sem os xingamentos como já ocorreu em outras oportunidades, nem o atraso que das outras vezes era alvo de críticas foi questionado.

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Mais de 800 pessoas somara-se ao ato.: Foto: MPA

Outro fator importante, segundo o camponês e dirigente do MPA-RS, Lari, “foram as manifestações dos motoristas que estavam trafegando pela BR-386. Alguns até deixaram seu apoio como: ‘apoio a manifestação porque também quero me aposentar, não importa perder algumas horas aqui’”.

Durante a manifestação também foram realizadas panfletagens, o material foi bem recebido pelas pessoas, retribuindo com gestos de positivo, gritos e palavras em apoio. Como descreve Lari, “outro fator muito importante foram e são as manifestações positivas de algumas igrejas em programas de rádio e a participação concreta de sindicatos urbanos. É uma conquista importante ao nosso ver, pois, sonhamos com a união do campo e da cidade”.

“O MPA ganhou muita visibilidade, foi uma manifestação com saldo muito positivo, com um conteúdo muito real, percebemos que o RS e o Brasil ouviram o nosso grito: Nenhum Direito a Menos”, conclui o dirigente do MPA.

Rosieli explica que estas manifestações previstas e realizada já rumam para a Greve Geral que está sendo prevista para o dia 28 de abril. “Os próximos passos é manter o povo informado, levar as informações corretas do que está em jogo, fazer assembleias em todos os municípios onde o MPA ainda não conseguiu realizar, preparar a mobilização do dia 28 com trancamentos nos municípios, pois serão lutas mais locais e preparar o Jejum Público para a semana da votação da Reforma da Previdência na Câmara Federal”.

Por Comunicação MPA