Chuvas para todas as regiões baianas pode significar fim do ciclo da seca

Foto: MPA

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Em tempos de chuva no semiárido as famílias garantem sua renda a partir da produção de alimentos, no centro norte da Bahia, por exemplo, a maioria das famílias plantam mandioca, beneficia e comercializa a farinha e cria animais de pequeno porte, em período de estiagem muitas são as dificuldades para conseguir a renda a partir da agricultura e pecuária. Programas do governo como Bolsa Família e aposentadoria são muitos importantes para renda familiar, principalmente, nos períodos de estiagem. E está é uma realidade para todo o semiárido brasileiro.

Segundo os meteorologistas, termina o ciclo de anos seguidos de severa seca para o semiárido do Nordeste. No ano de 2012, a seca foi considerada nos últimos 40 anos como sendo uma das 3 piores registradas, em alguns lugares do nordeste setentrional este tipo de seca tinha acontecido a cerca de 100 anos, dados da Conjuntura dos Recursos Hídricos (2014, p.12). Passados sete anos da incerteza da chuva e das dificuldades para plantação, como relata o senhor Erasmo Marques, “nestes últimos anos tenho aventurado a plantar na minha roça e na maioria das vezes me decepcionei, porque plantei, nasceu, porém, o cultivo nem chegava a produzir, morria com a temperatura do calor, a seca não deixava se criar, a chuva agora nos anima e parece que o tempo bom está vindo”.

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Para o ano de 2018, as previsões apontam fim deste ciclo, de acordo com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), uma massa de ar quente e seco começa a perder força, o que pode favorecer o aumento da nebulosidade e das chuvas em grande parte do estado baiano.

Para pequenos agricultores do semiárido que depende da chuva para plantar e colher, o período chuvoso possibilitar a produção para o autoconsumo e para comercialização, permite que as renda destas famílias seja proveniente da agricultura.

De 2005 a 2016, a implementação de políticas públicas contribuiu para o armazenamento de água, a exemplo de cisternas para o consumo humano ou para produção, criação de açudes, perfuração de poços e distribuição de água por meio de adutora tem contribuindo muito para melhorar a vida dos sertanejos. E a perspectiva de quem vive nesta região, é que as essas políticas públicas continuem e que seja investido crédito desbancarizado que dialogue com a realidade dos pequenos agricultores do semiárido e que o êxodo rural não seja necessário para ter uma vida com os direitos básicos garantidos.

 

Por Comunicação MPA