Foto: Matheus Alves

Foto: Matheus Alves

A III Feira Nacional da Reforma, a maior feira já realizada com este perfil, colocou em evidência a cultura popular, e o diálogo com a sociedade sobre a necessidade de outro modelo de alimentação, a partir da produção camponesa de alimentos saudáveis. A iniciativa do MST reuniu delegações de todo o país carregando o fruto das lutas dos trabalhadores rurais de 23 estados e do Distrito Federal.

O evento foi realizado entre os dias 3 a 6 de maio no Parque da Água Branca em São Paulo reunindo 260 mil pessoas, 90 mil a mais do que em sua segunda edição, e 367 artistas populares. A diversidade do Campesinato brasileiro também se mostrou nas 420 toneladas de produtos comercializados, a preço justo, por 1215 feirantes assentados e acampados, assim como nos 1530 tipos de produtos ofertados, e, nas 24 cozinhas que serviram 75 pratos típicos da Culinária da Terra.

Com uma banca recheada de alimentos saudáveis e agroecológicos oriundos da Agricultora Camponesa o MPA se faz presente na maior feira da Reforma Agrária. Teve café, mel, a melhor cachaça a Crioula, e, para alimentar a alma e o mística militante, tem uma diversidade de livros.

Foto: Comunicação MST

Foto: Comunicação MST

Durante a abertura do evento foi realizado um ato com a presença de autoridade, artistas, amigos e parceiros e luta do Movimento. Na ocasião, Josineide Costa, da coordenação nacional do MPA, destacou a atual conjuntura com relação ao campo e a produção de alimentos:

– “Estamos vivendo uma crise profunda e complexa do modo de produção capitalista, e os governos federal se movimentam exclusivamente contra a sobrevivência a quem produz alimento para a sociedade. Cada dia a crise aumentando a repressão, privatizando a energia, água, nossas terras os bens naturais do nosso Brasil, impedindo a comercialização da produção artesanal das famílias camponesas.”

O Modelo de Produção Capitalista tem nos imposto um pacote químico de venenos e insumos agrícolas, diferente da Agroecológica que é um Modo de Ser e de Viver adotado pelos camponeses, feirantes assentados e acampados presentes na feira. “O modelo de produção capitalista prioriza quem produz com veneno e lhe permite vender e comercializar no Brasil e fora do Brasil é burocraticamente legal, mas quem produz alimento agroecológico, respeitando a natureza, gerando vida, fortalecendo a aliança entre o campo e a cidade é ilegal e impedido de comercializar. Precisamos nos rebelar contra isso quebrar estas cercas e partilhar alimento saudável e com qualidade no

campo e na cidade”, denuncia Josineide.

Foto: MPA

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Ela ainda destaca a importância de reafirmar o Alimento Saudável como um elo fundamental na construção da Aliança entre o Campo e Cidade. “O alimento agroecológico com preço justo para que todos tenham acesso, fortalecendo a luta de classes entre os camponeses e povo da cidade, na construção de um Brasil mais justo, digno, fraterno, com os bens comuns a serviço do povo brasileiro, tem sido um dos papeis que essa III Feira Nacional da Reforma Agrária tem cumprido”, avalia Josineide.

Para o MPA a proposta da Aliança Camponesa e Operária, tem no Alimento Saudável seu maior elo entre o campo e a cidade. Está aliança passa pela proposta que o Movimento tem construído, o Plano Camponês, trata-se de um projeto estratégico do Campesinato brasileiro, a partir do campo para a sociedade como um todo, tem a ver com identidade camponesa, agroecologia, com sementes crioulas, com biodiversidade, com hábitos e costumes, com cultura camponesa, com o modo de vida, com produção de alimentos, com alimentação do povo do campo e da cidade, portanto, têm como elemento chave a relação campo e cidade.

 

Por Comunicação MPA

Com informações da Página do MST