Camponeses de todo mundo insistem para que os Estados adotem a Declaração em Defesa de seus Direitos

Via Camponesa, Uniterre, Fian International, CETIM e outras organizações se manifestam em frente as Sede da Nações Unidas em Generbra-Suíça. Foto: Via Campesina

Via Camponesa, Uniterre, Fian International, CETIM e outras organizações se manifestam em frente as Sede da Nações Unidas em Generbra-Suíça. Foto: Via Campesina

A Via Campesina e seus aliados CETIM, FIAN e outras organizações estão em Genebra, Suíça, para atuar, fazer acordos e influenciar os Estados membros do Conselho de Direitos Humanos para que apoiem um instrumento legar e internacional que garanta a proteção efetiva dos Direitos dos camponeses e outros trabalhadores rurais. Entre os dias 17 a 21 de setembro, os delegados e delegadas realizam uma série de encontros em Genebra com representantes dos Estados. Estas reuniões são realizadas no marco da 39ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Organizações da Nações Unidas (ONU).

Conforme o 5º informe do grupo de trabalho intergovernamental de composição aberta (OEIWG), a revisão da declaração e da resolução sobre os direitos dos camponeses e outros trabalhadores rurais será apresentada pela Bolívia esta semana no Conselho de Direitos Humano da ONU. Posteriormente, será enviada a Declaração aos Estados membros do Conselho de Direitos Humano da ONU para a adoção do texto final.

Segundo Elizabeth Mpofu, coordenadora da Via Campesina, é fundamental envolver os Estados neste compromisso. “Depois de 17 anos de trabalho duro, esforços coletivos e dedicação dos camponeses e camponesas, temos que assegurar que este processo se concretize, sem mais atrasos “, diz Mpofu.

O texto final reúne contribuições de todos os países participantes. A Via Campesina agradece a transparência e a inclusão de um processo que chega ao fim depois de 6 anos de negociações no Conselho. Os delegados são, portanto, otimistas e esperam um resultado favorável na votação da Declaração. Segundo Ramona Duminicioiu, uma das líderes da Via Campesina na Europa, “é esperado o voto favorável de todos os países europeus, já que a Europa tem desempenhado um papel bastante ativo nesta temática”.

A 39ª Sessão coincide com um momento histórico na Suíça, pois seus cidadãos votarão em 23 de setembro em um referendo para incluir a Soberania Alimentar na sua Constituição. Uniterre, membro da Via Campesina na Suíça, aponta que tem sido anos de lutas por esta causa. Organização está que acolhe à delegação pelos direitos dos camponeses durante a 39ª Sessão.

Zainal Arifin Fuat, camponês asiático e outros líderes da Via Campesina, afirma que “melhorar a proteção dos direitos dos camponeses e outros trabalhadores rurais contribuirá de forma grandiosa para alcançar a Soberania Alimentar e construir para uma sociedade melhor, sustentada pela equidade e igualdade”.

A Missão da Bolívia tem sido conduzir este processo junto a outros países do core group (grupo principal em português) e seu trabalho sempre foi essencial para o sucesso das negociações.

Globalizemos a luta!

 

Por Comunicação da Via Campesina

Tradução Livre: Comunicação MPA