Foto: ASA Brasil

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A camponesas agroecológica e guardiã de sementes crioulas no sertão sergipano, Aparecida Silva, mais conhecida como Cida Silva, integra a comitiva de camponeses e técnicos do semiárido brasileiro que participam do intercâmbio de experiências de acesso e manejo dos recursos hídricos no Corredor Seco, na América Central, que tem por objetivo ir além das trocas de práticas de cultivo, criação de animais e acesso à água.

Cida é militante Movimento dos Pequenos Agricultores de Sergipe (MPA), moradora da comunidade Lagoa da Volta, Município de Porto Da Folha, ela junto com sua família é uma das protagonistas no Sertão quando se fala em produção agroecológica e sementes crioulas que vem multiplicando seus conhecimentos e experiências junto ao Campesinato Latino Americano.

Foto: ASA Brasil

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O intercâmbio é uma iniciativa da Articulação do Semiárido (ASA) que busca promover a troca de experiência entre camponeses e camponesas de vários países, os quais apresentam uma imensa diversidade de realidades e também, de desafios enfrentados no seu dia a dia para continuar produzindo alimentos saudáveis e preservando as sementes crioulas.

“O que estou observando aqui nesses países são os grandes obstáculos que esse povo enfrenta para manter vivo o Campesinato, vejo que esse povo ainda tem muito o que avançar e convive o tempo todo com as incertezas em relação ao destino do Campesinato no seu país”, relata Cida em uma de suas observações.

Cida Silva. Foto: ASA Brasil

Cida Silva. Foto: ASA Brasil

Esta vivência também tem feito Cida recorda de seu passado e as lutas dos camponeses e camponesas no Brasil. “Lembrou muito meu passado, carregando lata d’água na cabeça, mas eu não precisava subir tanto [referindo-se ao terreno montanhoso de El Limón]. Hoje meus filhos já não foram criados assim. Essas famílias também vão superar isso”, descreve com sua simplicidade.

O intercâmbio ocorre em meio a uma conjuntura política ameaçadora, de golpe, de repressão ao Campesinato e aos movimentos sociais no Brasil. “É de grande importância esses intercâmbios com camponeses e camponesas de outros países, visto que, possibilita uma grande troca de saberes, e assim, é possível encontrar alternativas para continuar enfrentando nosso grande inimigo no campo, Agronegócio”, aponta a camponesa.

 

Por Comunicação MPA com informações da ASA Brasil