Biblioteca Sons do Sertão: histórias, memórias, lutas e resistência que ecoam pelos sertões

Está é a 2ª e última etapa das oficinas. Foto: MPA

Está é a 2ª e última etapa das oficinas. Foto: MPA

Paro, observo, escuto e descubro que o silêncio não existe, essa foi uma das grandes lições da oficinas Biblioteca de Sons do Sertão. Além de identificar o sertão pela paisagem sonora, as oficinas provocaram descobertas, decifraram enigmas, deram um outro olhar, ou melhor, permitiu ouvir outros sons.

“Biblioteca de Sons do Sertão” é um projeto que consiste sua execução em três momentos, identificar, capturar e instalação dos sons, um momento importante para o sertão e o campo pois quebra com a lógica de que instalação de sons é do meio urbano. É um projeto pelo Rumos Itaú, e como proponente Trotoar e realização do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

Os oficinas foram momentos de descobertas e encontros para com os sons do sertão. Foto: MPA

Os oficinas foram momentos de descobertas e encontros para com os sons do sertão. Foto: MPA

Neste fim de semana, camponeses e camponesas do Movimento em sua maioria jovens, realizaram a segunda etapa de oficinas deste projeto. A atividade aconteceu no município de Bodocó, Pernambuco.

“O MPA entende que o som é uma ferramenta importante para o resgate da história do povo e seu lugar, compreende também da necessidade de munir principalmente a juventude das experiências sonoras não só como ouve o som, mas que produz”, explica a jovem camponesa e dirigente do MPA, Vani Souza.

Para a idealizadora do projeto e apoiadora do Movimento, Camila Machado:

Participantes das oficinas. Foto: MPA

Participantes das oficinas. Foto: MPA

“Acho que tem que ir por esse caminho mesmo. Lembrando que instalações também são espaços de poder, antes só aconteciam em museus de arte, para a elite artística, e aos poucos isso foi sendo rompido e a instalação passou a ser realizada em espaços urbanos abertos. Agora realizar instalações no espaço Rural é ainda mais político. Temos que entender que a produção artística do campesinato é vista como inferior pelos guardiões da moral do que que é arte e a gente tá tentando romper com isso Sempre.”

A finalização da oficina deu-se com um momento na Comunidade Bom Lugar, em Bodocó-PE, onde foi realizada a instalação, apresentação dos sons e a entrega dos certificados para os e as jovens que participaram e realizaram a oficina. Sem sombras de dúvidas, um momento de descobertas e muitos sons para toda a comunidade.

Por Comunicação MPA