Audiência Pública denuncia privatização do Setor Elétrico em Ariquemes-RO

Audiência as preocupações da população e organizações quanto a privatização do setor. Foto: MPA

Audiência as preocupações da população e organizações quanto a privatização do setor. Foto: MPA

Contra a Privatização do Setor Elétrico, trabalhadores do campo e da cidade em Ariquemes, Rondônia, realizaram uma Audiência Pública nesta segunda-feira, 22 de maio, com o objetivo de debater sobre a privatização do setor.

O evento é organizado pelo SINDUR, Sindicato dos Urbanitários que no Estado fazem parte os trabalhadores da CAERD – Empresa de Água e Saneamento e os trabalhadores da CERON, Empresa de Energia, porém conta com a participação massiva dos camponeses do MPA, sem-terras do MST e atingidos por barragens do MAB, organizações que integram a Via Campesina Brasil.

Realizada na Câmara Municipal de Ariquemes, a audiência faz parte da Campanha Nacional Contra a Privatização do Setor Elétrico. Rondônia está entre os estados que pagam a maior taxa de energia e com a privatização, a tendência e aumentar. Segundo Leila Denise, camponesa e dirigente do MPA no Estado, “nos somamos nesta luta em defesa do Setor Elétrico, pois é um setor estratégico para a Soberania Nacional do país”.

Trabalhadores do campo e da cidade compareceram ao evento. Foto: MPA

Trabalhadores do campo e da cidade compareceram ao evento. Foto: MPA

Em Rondônia o Estado tem um compromisso de privatizar esse Setor, o sistema de saneamento e de água, estão sendo municipalizado, o que facilita para terceirizar e depois privatizar, denuncia a dirigente do MPA.

Ao mesmo passo, o Setor Elétrico anda no mesmo caminho, “terceirizam alguns serviços para chegar, agora, ao ponto de passar para a iniciativa privada o setor. O debate da audiência se deu em torno das preocupações com a privatização do Setor Elétrico, pois as experiências que foram apresentadas de outros Estados que já fizeram o processo de privatização, o peço da energia tem subido de 140% a 400% o valor do preço da energia, sem contar  a precarização dos trabalhadores nesse setor que só aumenta”, relata Leila.

 Do debate realizado aponta-se necessidade de construir uma Plataforma Operária e Camponesa para a Questão da Energia, que não contemple apenas a produção de energia elétrica,  mas também eólica, solar, biogás e outras formas sustentáveis.

Por Comunicação MPA