A luta dos camponeses do MPA por água encanada na Bahia

Foto: MPA

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A luta por água encanada na Bahia organizada pelo MPA iniciou no ano de 2005, atendendo cinco comunidades rurais de Caem e passou a ser inspiração para comunidades circunvizinhas que fizeram o projeto “água em minha casa” e no ano de 2008 começou as reivindicações em Órgãos do Governo do Estado da Bahia para abastecer 28 comunidades de Jacobina, 6 de Capim Grosso e 3 de Quixabeira, essas reivindicações através de muita luta se concretizou no ano de 2012.

Ainda no ano de 2008, foram apresentadas as demandas dos seguintes municípios: Serrolândia, Capim grosso, São José, Itiúba, Queimadas, Caem, Quixabeira e Jacobina, totalizando 75 comunidades rurais de 8 municípios, o projeto tem como objetivo contemplar 2.200 famílias, sendo mais de 10 mil pessoas. Essa luta já contemplou metade deste público e demais continua em luta para que sejam atendidos.

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A exemplo das comunidades rurais de Porção, Várzea da Pedra, Várzea Redonda, Zé da Costa, Várzea do Boi, Várzea da Farinha do município de caem que apresentou a demanda e estão na luta desde do ano de 2008, pós mobilizações do mês de outubro do ano passado, ou seja, no início deste ano (2018) as pessoas já estão vendo ser executada a construção da adutora para abastecimento de água em suas casas. A obra está em andamento e lideranças do MPA estão fazendo acompanhamento para que nenhuma comunidade fiquei de fora. E a luta continua, a força popular tem demonstrado que é possível. Segundo José de Jesus “as comunidades estão mobilizadas desde de 2008 e agora está sendo construído o sistema de distribuição, brevemente essas pessoas terão água em suas casas e poderão se livrar do carro pipa que está custando 100 ou 150 reais dependendo da distância da casa para a barragem de pedras altas”.

O desafio para o acesso água pelas comunidades rurais, principalmente, no semiárido é uma realidade evidente, a seca ocasionava muitas dificuldades para quem não tinha e nem tem tecnologias para armazenamento de água, seja cisternas, pequenos açudes, poços ou água encanada, sendo uma das principais razões para ocasionar o êxodo rural de famílias e jovens.

Foto: MPA

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Esta problemática está sendo resolvida através da luta dos sertanejos que estão se organizando e apresentando ao Estado brasileiro que é possível conviver no semiárido, com muita luta o Programa Cisternas tornou-se uma política pública que faz a maioria da população desta região ter diminuído as dificuldades de armazenamento. Nas comunidades rurais, quase todas dispõem de pequenos açudes forma de armazenar água para os animais, porém, em longos períodos de estiagem esses açudes secam, outra forma são a perfuração de poços. A forma de distribuição de água por adutora não prioriza atender as comunidades rurais devido a distância de uma casa para outra e do investimento que é muito alto.

No semiárido brasileiro apesar dos longos períodos de estiagem a sabedoria popular pela convivência tem provado que é possível viver nesta região, basta ter investimento por parte do Estado brasileiro para tecnologias de armazenamentos e formas de distribuição de água por adutoras. É preciso afirmar que não falta água no Nordeste, o que falta é uma política de distribuição justa e que atenda a população, principalmente, para as pessoas que moram na zona rural. No semiárido, temos 37 bilhões de metros cúbicos, estocados em cerca de 70 mil represas, ou seja, tem água o que precisa é de distribuição.

 

Por Comunicação MPA