12º Dia da Greve de Fome por Justiça no STF: um domingo diferente, em resistência!

 Foto: Marcos Corbari | MPA e Rede Soberania

Foto: Marcos Corbari | MPA e Rede Soberania

Ao mesmo tempo em que os grevistas de fome atingem o seu 12º dia sem alimentação, as primeiras notícias da Marcha Nacional Lula Livre chegam até o Centro Cultura de Brasília (CCB) onde estão alojados. As mensagens e palavras de apoio dos caminhantes ganham status de alimento simbólico para os grevistas, reforçando seu ânimo e resistência.

Duas personalidades se fizeram presentes: o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e Via Campesina, João Pedro Stédile.

Pela manhã, Okamoto enalteceu o gesto público que está sendo praticado por Jaime Amorim, Vilmar Pacífico, Zonália Santos, Rafaela Alves, Frei Sergio Görgen, Luiz Gonzaga (Gegê) e Leonardo Soares. Para ele, a greve de fome – que está repercutindo em todo Brasil, especialmente através dos canais de mídia alternativa – assumiu um papel decisivo no momento histórico, representando um chamamento para que todos os trabalhadores e trabalhadoras assumam o protagonismo de sua história e façam valer seu direito de se manifestar, de defender as soberanias e preservar a Constituição brasileira.

Já Stédile passou dia todo junto com os grevistas e colaborou com as equipes de apoio. Entre outras atividades, apresentou aos grevistas um grupo de militantes que estão integrados à marcha, acompanhando a coluna “Tereza de Benguela”, uma das três que se aproxima de Brasília e traz no conjunto cerca de 15 mil militantes dos movimentos que compõem a Via Campesina e populares que vão se agregando ao longo do caminho. “Todo o peso da crise econômica, social, ambiental e política está sendo jogada nas costas da classe trabalhadora e nesse contexto os movimentos da Frente Brasil Popular e da Via Campesina tomaram em conjunto com seus dirigentes a opção de iniciar essa Greve de Fome”, explicou. “A forma como os sinais de repercussão da greve de fome, as informações que vem dos companheiros e companheiras que encontram-se em marcha e a grande mobilização popular que vai acontecer no dia 15 para o registro da candidatura de Lula a Presidente da república representam sinais que a população está despertando”, acrescentou.

Enquanto muitas pessoas aproveitavam o domingo para confraternizar com seus familiares e descansar para reiniciar a jornada de trabalho na segunda-feira, outros optaram por um programa diferente no final de semana ensolarado de Brasília: visitar os grevistas de fome, manifestar solidariedade e entregar doações para ajudar nas despesas e subsistência da marcha e das centenas de caravanas de todo o Brasil que já estão em deslocamento para a capital federal, para acompanhar o ato público de registro da candidatura de Lula. Os grevistas, cada vez em situação mais delicada de resistência e saúde fragilizada, não participaram de atividades externas, ficando concentrados para outra saída do recinto na segunda-feira, 11.

 

Por Marcos Corbari | MPA e Rede Soberania